Polícia acha que
vai ser difícil
provar comércio
Albari RosaIntegrantes da Ceja se reuniram ontem para discutir situação da LimiarOs casais norte-americanos interessados em adotar uma criança brasileira recebiam da Limiar uma fita de vídeo que servia de ‘‘catálogo’’ para apresentar as crianças. A entidade também oferecia meninos e meninas brasileiros pela Internet, conforme revelou a reportagem da Folha de São Paulo.
Ao depor ontem no Sicride, a gerente administrativa da Limiar, Emmy Caroline Andersen, afirmou que as fotos veiculadas na Internet eram de crianças que não estavam disponíveis para a adoção. Segundo ela, os nomes das crianças eram fictícios. ‘‘Fazíamos isso para chamar a atenção do interessado. Era de caráter ilustrativo’’, afirmou.
O delegado do Sicride, Harry Herbert, disse que terá que investigar a veracidade das declarações prestadas ontem. Ele teme que seja difícil provar qualquer tipo de comercialização de crianças brasileiras. ‘‘Os pagamentos foram realizados no Exterior e não aqui. Vai ser muito difícil provar esta transação e conseguir um casal americano que confirme a cobrança de taxas’’, afirmou. Conforme o delegado, a falta de provas não deve, no entanto, impedir a continuidade das investigações. (J.A.)

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