A Polícia Civil revelou ontem que está investigando uma impressão digital na investigação que apura o assassinato da universitária Amanda Rossi, 22 anos, encontrada morta no último dia 29 de outubro, no campus da Unopar do Jardim Piza (Zona Sul). Sem aprofundar os detalhes, o delegado-operacional do setor de Homicídios, Joaquim Antonio de Melo, tem esperança de que o achado ajude a Polícia a chegar à autoria do crime.
Melo ressaltou que a impressão, ''de boa qualidade'', está sendo analisada pelo Instituto de Identificação do Paraná. ''Se o dono da impressão tiver documento de identidade paranaense ou de qualquer outro estado brasileiro é possível descobrir quem é'', apontou. O delegado, aliás, afirmou que quer intensificar a análise sobre as provas técnicas daqui para frente.
Na próxima semana, ele ganha um reforço com o recebimento dos resultados dos exames que estão sendo realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) do Paraná. No início do mês, foram enviados os diversos materiais colhidos na cena do crime e a promessa era de que as análises ficassem prontas em 10 a 15 dias.
Enquanto isso, porém, o delegado continua tomando depoimentos de colegas de Amanda, professores e funcionários da Unopar. Na tarde de ontem, ele pretendia ouvir mais ''algumas pessoas''. Melo também reconvocou pessoas que já foram ouvidas para esclarecem dúvidas específicas que surgiram no decorrer das oitivas.
Passados 15 dias desde que foi encontrado o corpo da estudante, o delegado afirmou que a pressão em descobrir a autoria do crime não o incomoda. Ele comentou que as investigações prosseguem independentemente dos boatos e teses sobre o assassinato e que tem convicção de que vai esclarecer o caso. Melo comentou inclusive que caso o autor, ''ou autora'', se apresentasse poderia obter benefícios como responder ao crime em liberdade ou requisitar a redução da pena em uma futura condenação. Questionado se algum benefício poderia ser concedido ao autor, ele foi categórico: ''poderia porque é a lei que prevê isso''.
O assassinato da estudante do terceiro período do curso de Educação Física foi descoberto na manhã do dia 29 de outubro e causou grande comoção porque Amanda era uma pessoa muito querida pela comunidade universitária. O corpo da jovem foi encontrado por um funcionário da Unopar na sala de máquinas da piscina do campus do Jardim Piza.
Segundo a perícia, ela teria sido morta na noite do dia 27, durante um evento de hip hop que era realizado na instituição. Amanda foi agredida no rosto e depois esganada. A bolsa dela e o telefone celular não foram encontrados.

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