A Polícia Civil de Arapongas (37 km a oeste de Londrina) abriu inquérito para apurar as responsabilidades na fuga de oito presos, domingo à tarde. Os detentos fugiram por um buraco aberto nas grades do solário (pátio onde os presos tomam sol). A fuga só não foi em massa porque um detento ficou enroscado no buraco e dois policiais civis que estavam de plantão perceberam a mobilização. O detento só foi retirado do buraco com a ajuda do Corpo de Bombeiros.
O delegado de Arapongas, José Carlos Bassalubre, disse que a fuga ocorreu por um buraco de 12 centímetros aberto na grade de proteção em cima do solário. ‘‘O solário é coberto com trilhos de trem traçados, com vãos de 10 centímetros entre eles e uma tela de alambrado por cima. Os presos conseguiram quebrar uma viga de sustentação de concreto e abriram o buraco. Eles ficaram nus e passaram sabão pelo corpo para deixá-los escorregadios. A chuva facilitou a fuga’’.
Para explicar o acesso dos presos ao solário, o delegado afirmou ser comum em todos os presídios que os detentos circulem pelos corredores e solário durante o dia. Porém, relatou que nenhum dos policiais ouviu os presos arrebentarem a viga. Até ontem à tarde, as polícias Civil e Militar não haviam recuperado nenhum dos fugitivos.
Bassalubre não quis responsabilizar ninguém pela fuga, alegando que a cadeia, com capacidade para 26 presos, tinha mais de 50 na tarde de domingo. ‘‘Temos a guarita externa, ao lado do presídio, mas está desativada por falta de homens para fazer a fiscalização externa’’, argumentou.
ApucaranaO delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial de Apucarana, Otacílio Bovolin, designou ontem o delegado-adjunto João Batista Pinto para presidir inquérito que vai apurar as circunstâncias e responsabilidades na fuga de cinco presos, sábado à tarde, no minipresídio da cidade.
Ao mesmo tempo, o delegado João Batista Pinto irá dirigir uma investigação preliminar, que poderá resultar em processo administrativo. O principal objetivo da investigação é descobrir como um revólver, calibre 38, foi parar dentro de uma cela.
De posse da arma, os detentos renderam o carcereiro Saulo Fachini, um policial militar e a cozinheira do minipresídio. Até o final da tarde de ontem, a polícia não tinha pistas dos cinco fugitivos: Ademir Barbosa Mariano, que cumpria 12 anos de prisão por roubo e tráfico de drogas; Gilberto Jacinto Pontes, 12 anos por assalto a ônibus; Marcos Antônio de Oliveira, condenado a 20 anos por latrocínio; Nestor Ribeiro de Morais, latrocida, e Vilson Ribeiro de Morais.

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