Depois de quase cinco meses de discussão e a três da expiração do decreto que concedeu o serviço em caráter emergencial, o Comitê da Água e Esgoto está longe de tomar uma decisão sobre a renovação do contrato com a Sanepar, o que deve empurrar a polêmica para pleno período eleitoral. No início do mês que vem, os membros do comitê se reúnem para estudar um parecer elaborado pela Procuradoria Jurídica sobre as implicações de cada possibilidade, incluindo a municipalização do serviço.
Segundo o procurador jurídico da Prefeitura, Carlos Scalassara, o relatório é uma consolidação das discussões com estudos do impacto pela opção da municipalização. ''Há aspectos que precisam ser aprofundados, como os desdobramentos do orçamento em caso de execução do município, a possibilidade da autarquia e o impacto trabalhista, entre outros'', afirmou.
Ele acredita que, com o documento, a discussão caminha para um desfecho. ''Temos também um rol de aspectos a levar em conta, como as restrições da Lei Eleitoral para os três meses que antecedem as eleições e as disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que precisam ser estudados'', argumentou.
Outro assunto polêmico que também deve eclodir apenas nos próximos meses é a escolha da área do novo aterreno sanitário. Três áreas na região sul estão sendo avaliadas, em todas há resistência dos moradores. O processo aguarda licenciamento do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) que só se manifestará após a realização de uma audiência pública. O encontro estava previsto para ocorrer no início de janeiro.
Pré-conferências com os moradores das três áreas devem ser agendadas para este final de semana como uma prévia da audiência pública, ainda sem previsão de data. Segundo o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, que também preside o Comitê da Água, ambos os processos não serão agilizados por conta do processo eleitoral. ''Não vamos atropelar a discussão'', afirmou.
Sobre as restrições impostas pela LRF e pela Lei Eleitoral para realização de obras em final de mandatos a primeira proíbe que administradores deixem dívidas para os sucessores e a segunda veda a transferência de recursos da União e Estados para realização de obras três meses antes do pleito Sella lembrou que já existe dotação orçamentária para compra do terreno onde será construído o aterro.

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