Polêmica pode assustar população em vacinações
O presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná, Luiz Salim Emed, teme que a polêmica em torno dos efeitos colaterais da vacina tríplice viral prejudique o comparecimento das pessoas nas próximas campanhas de imunização desenvolvidas pelo estado e município. As reações aos medicamentos são naturais e a política de saúde está correta quando decide prevenir. Mas ele diz também que deveria haver mais informação sobre os efeitos colaterais à população.
Para Emed, o número pequeno de casos de meningite registrados, não motiva alarme em torno da vacinação. Ele acredita que a campanha, mesmo com as ocorrências de efeitos colaterais, é menos prejudicial para a sociedade que um surto de doença epidemiológica. Entretanto, Emed considera que a Secretaria de Saúde deveria utilizar mecanismos para ampliar a divulgação dos efeitos colaterais resultantes da vacina. A população tem direito de saber o que pode acontecer quando toma um medicamento, enfatiza.
A opinião do presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná é apoiada pela mãe da jovem Melissa, Lúcia Soares. Moradora do bairro Novo Mundo, Lúcia Soares, conta que não sabia que a filha poderia ficar tão debilitada apenas por tomar uma vacina. (G.V.)





