Polêmica na eleição do Conselho Tutelar
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2005
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
O processo de eleição dos conselheiros tutelares de Londrina virou alvo de reclamações dos atuais ocupantes do cargo. No início da semana, foram homologados os nomes dos 63 candidatos às 30 vagas 15 titulares e 15 suplentes. A prova será aplicada no próximo domingo e os que obtiverem nota igual ou superior a 70 passarão para as fases posteriores, que incluem análise de demonstrativos de experiência profissional e de escolaridade e entrevistas. Os aprovados nestas etapas concorrerão na eleição, a ser realizada em 20 de março.
Os atuais conselheiros questionam diversos pontos: alegam que os tópicos a serem estudados para a prova são subjetivos, pois não foi divulgada bibliografia específica; reclamam que foi dado um prazo de apenas 13 dias para os estudos, entre a divulgação do programa e a data da prova; questionam a exigência de apresentação de certidão negativa cível e os parâmetros de avaliação de experiência profissional.
Outros focos de discussão são a nota mínima considerada alta pelos conselheiros para a prova e o peso atribuído à entrevista com o psicólogo. A prorrogação do prazo de inscrição gerou outra polêmica: a princípio, eram apenas três dias. Devido à exigência de certidão negativa cível e criminal e à não-aceitação de protocolos, foram dados mais três dias. ''Temos testemunha de que no último dia estavam aceitando protocolos'', disse Rita Bastos, vice-presidente do Conselho Tutelar da Zona Norte. ''Achamos que essas dificuldades fizeram com que o número de interessados diminuísse e impediram a democratização do processo de escolha.''
Cristina da Silva Souza Coelho, secretária municipal do Idoso e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), entidade que coordena o processo, alegou que uma equipe especializada preparou as provas e se baseou numa orientação nacional para que não seja dada indicação bibliográfica para testes de seleções e concursos públicos.
''A respeito do período considerado pequeno para os candidatos estudarem, o que aconteceu é que trabalhamos com prazos apertados para que fosse cumprido o cronograma de transição das equipes de conselheiros'', disse Cristina. Ela apontou que a exigência de certidão negativa cível e os critérios de análise de experiência profissional foram determinados pelo Ministério Público, que fiscaliza o processo.
''Sobre a questão dos protocolos, não tenho informações. Mas não acho que isso seja um fator preocupante ou significativo. O que importa é que os candidatos tenham preenchido os pré-requisitos'', comentou. Cristina disse que as etapas de todo o processo foram determinadas com o objetivo de selecionar o grupo mais qualificado possível.


