Valmir Denardin
Enviado a Medianeira
O plebiscito sobre o futuro da Praça Angelo Darolt, que será realizado hoje em Medianeira, divide a população e não obteve consenso sequer na prefeitura, órgão que instituiu, organizou e patrocina a consulta popular. O prefeito Luiz Suzuke (PT), de 38 anos, idealizador do plebiscito, defende a passagem da avenida pelo local. O secretário municipal de Planejamento, Vilson Toson (PFL), de 54 anos, é a principal voz contrária à idéia na cidade.
‘‘Nossa população tem o hábito de ir ao supermercado e à farmácia de carro e gosta de parar bem perto. Hoje a praça dificulta isso’’, afirma o professor Suzuke. ‘‘Quem estiver de veículo pode andar um pouco mais e contornar a praça sem problemas’’, contesta o economista Toson.
Titular da pasta responsável pela elaboração dos dois projetos - da extensão da avenida e do calçadão - o secretário lidera o Movimento Praça Viva, que distribuiu oito mil jornais defendendo essa segunda opção. Ele chegou a desembolsar R$ 100,00 para ajudar a pagar a publicação, que custou R$ 1 mil. Hoje, promete fazer boca-de-urna.
Um dos argumentos do jornal do grupo de Toson diz o seguinte: ‘‘Medianeira tem 1,4 milhão de metros quadrados de ruas e uma única praça. Se a passagem de veículos for aprovada no plebiscito, a cidade terá mais 600 metros quadrados de ruas e... nenhuma praça.’’
Sem o apoio de um de seus principais assessores, o prefeito Suzuke ganhou um importante aliado. O vice-presidente da Câmara de Vereadores, João Ulisses Nunes Corrêa (PMDB), de 47 anos, líder da bancada de oposição, anunciou na semana passada sua adesão à causa do asfalto. ‘‘Faço oposição em quase tudo, mas agora estou com o prefeito’’, disse ele à Folha. Corrêa comanda uma bancada de seis vereadores, numa Casa composta por 13 membros.
O vereador alega principalmente razões pragmáticas para se aliar ao prefeito. ‘‘A maioria da população quer a avenida aberta’’, calcula, tentando não desagradar os eleitores. ‘‘Além disso, se fizerem o calçadão agora, em três ou quatro anos terão que abrir, por causa dos congestionamentos.’’
Independente de preferência pessoal, Suzuke promete iniciar a obra escolhida ainda este ano. ‘‘Decidi pelo plebiscito para ouvir a opinião da população e valorizar a praça.’’Prefeito enfrenta campanha de secretário, mas ganha apoio de líder da oposição na Câmara de Vereadores
Fotos Ney de SouzaUMA OPÇÃOPerspectiva da Praça Angelo Darolt, caso seja construído um calçadão, segundo projeto da prefeituraOUTRA OPÇÃOPerspectiva da Praça Angelo Darolt, caso ocorra a abertura para a passagem de uma avenida pelo meioAS DUAS VERSÕESO prefeito de Medianeira Luiz Suzuke optou pelo plebiscito mas é a favor da abertura da Praça Angelo Darolt para a passagem de uma avenida. ‘‘Nossa população tem o hábito de ir ao supermercado e à farmácia de carro e gosta de parar bem perto. Hoje a praça dificulta isso’’. Suzuke enfrenta a oposição de seu secretário de Planejamento, o economista Vilson Toson: ‘‘Quem estiver de veículo pode andar um pouco mais e contornar a praça sem problemas’’

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