Pedestres, motoristas e lojistas dividem-se quando opinam sobre os prós e contras do novo local do Auto de Natal
Mauro FrassonAGITAÇÃOA construção do cenário do Auto de Natal provoca congestionamento e confusão de carros e pedestres no cruzamento da Rua XV com Marechal Floriano

Rubens Burigo Neto
De Curitiba



A construção do palco que vai servir de cenário para apresentações do Auto de Natal, no cruzamento do calçadão da Rua XV de Novembro com a Avenida Marechal Floriano, no centro de Curitiba, está causando polêmica. De um lado, lojistas e populares que acreditam no potencial de atração de turistas e consumidores. Algumas pessoas, entretanto, criticam o custo da obra – R$ 150 mil – e o local aonde ela está sendo realizada. A assessoria de imprensa da prefeitura informou que a obra, iniciada no dia 4, deve ficar pronta até o dia 28.
‘‘Pelo pouco tempo que o espaço vai ser utilizado, é um absurdo gastar tanto dinheiro e para uma obra tão grande’’, reclamou a costureira Maria de Lurdes Pereira. ‘‘É lógico que a construção está atrapalhando o fluxo de clientes. Mas vai ficar bonito e atrair muitos turistas’’, acredita Wilson Moreira. Dono da banca de revistas que fica bem em frente ao cenário, Moreira contou que as vendas diminuiram em ‘‘até 60%’’. Mas ele espera que, com o início dos espetáculos, consiga recuperar o prejuízo.
No cruzamento, além do palco (que tem 20 metros de largura na ‘‘boca de cena’’), a prefeitura está construindo uma passarela e uma árvore de Natal, com 42 metros de altura. Durante o dia, quem preferir usar a passarela para atravessar a rua vai poder circular pelo cenário do Auto de Natal. Toda a estrutura vai ficar instalada no calçadão até o dia 6 de janeiro. Segundo o diretor de turismo da prefeitura da cidade, Julio Zaruch, os problemas de circulação de pedestres e automóveis neste trecho da Avenida estão sob controle.
Uma das três pistas da Avenida teve que ser interditada para dar lugar ao pilar de sustentação da passarela. Diariamente, quatro agentes da Diretran ficam no local para orientar o trânsito.
Jorge Luiz de Lima, gerente de uma ótica que fica ao lado do cenário, conta que as vendas da loja caíram 30% e que já solicitou à diretoria da empresa para que faça uma reclamação formal contra a prefeitura. ‘‘Acreditava que as vendas seriam melhores com o Auto sendo realizado aqui em frente, mas, até agora, aconteceu justamente o contrário.’’ Lima disse que os consumidores, nos horários de pico, não conseguem olhar a vitrine com medo de serem ‘atropelados’. O comerciante afirmou que vai esperar pelo começo das apresentações, no dia 1º de dezembro, para decidir se a loja vai ser fechada à noite.

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