O Projeto Tibagi, que consiste na captação de água do
Rio Tibagi para abastecer as cidades de Londrina e Cambé, pode se tornar inviável com a construção de usinas hidrelétricas ao longo do rio. A questão foi levantada na semana passada pelo engenheiro civil Fernando João Rodrigues de Barros, presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma), após análise dos estudos de impacto ambiental realizados pela Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel). Barros, que é especialista em meio ambiente, lembra que as entidades que se posicionaram contra as usinas no Rio Tibagi apresentaram, até agora, apenas argumentos relacionados ao alagamento de terras indígenas ou aos prejuízos à biodiversidade da bacia hidrográfica, mas não haviam pensado no detalhe da água. ‘‘Posso dizer que todo mundo bobeou na questão da água, que ficou em segundo plano; eu mesmo só fui acordar para o problema há 60 dias’’. Ele considera a questão tão complexa e urgente que resolveu convocar uma audiência pública para discutir o problema na Câmara de Vereadores, na última sexta-feira. Participaram representantes do próprio Consemma, do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Copel, universidades e entidades civis. Barros sugere a mobilização da sociedade para reverter o processo de construção de usinas ao longo do Rio Tibagi. Ele diz que o Paraná poderia ser poupado da construção de algumas hidrelétricas porque o Estado não consome nem um terço de toda a energia elétrica que produz.


Sua bacia abrange 42 municípios do Paraná, com 24.712 km2 de área. Constitui-se o principal afluente do rio Paranapanema

Conjunto de obras e equipamentos cuja finalidade é a geração de energia elétrica através de aproveitamento do potencial hidráulico existente num rio

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