POLÊMICA - Cidades adotam tempo de tolerância
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terça-feira, 13 de maio de 2008
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
A queda da tolerância de 15 minutos para quem estacionar em uma das vagas da Zona Azul é motivo de polêmica em Londrina. As novas regras começaram a valer na segunda-feira e incluem também permanência máxima de duas horas na mesma vaga. Abolido em Londrina, o período gratuito é adotado em outras cidades pesquisadas pela FOLHA - Curitiba, Maringá e Apucarana.
O parquímetro foi a solução escolhida pela Prefeitura de Apucarana para controlar a falta de vagas na Região Central. Segundo o supervisor de trânsito da prefeitura, José Luís Alves Miguel, uma empresa é responsável pela instalação do equipamento e pela operação do sistema, com a contratação dos orientadores, sinalização do solo e colocação de placas. ''O Município fica com 7% do lucro obtido pela empresa com o aluguel dos bottons, venda dos créditos e notificações'', completou Miguel.
Conforme ele, o motorista aluga o bottom, dispositivo que armazena os créditos e é utilizado para acionar o parquímetro. Ao estacionar, o condutor valida o bottom de acordo com o tempo de permanência na vaga, que deve durar, no máximo, duas horas. Antes de deixar a vaga, o parquímetro deve ser validado novamente.
''O motorista tem dez minutos de tolerância, mas para isso deve validar o bottom. Se ele utilizar só os dez minutos, recebe de volta os créditos ao revalidar o parquímetro. De 11 a 30 minutos, o motorista paga por meia hora. Se passar de 30 minutos, o condutar passa a pagar por minuto'', explicou Miguel.
Para ele, o sistema é ''mais moderno e mais justo'' que o antigo talão da Zona Azul. ''O bottom é programado para validar apenas por duas horas para que o motorista retire o carro. É um incômodo provocado no usuário para gerar a rotatividade das vagas'', comentou.
Conforme Miguel, a fiscalização é feita pelos orientadores e pelos agentes municipais de trânsito, que notificam o veículo em caso de uso irregular. O motorista notificado tem quatro dias para pagar uma taxa de R$ 10 e evitar a multa. Se atender este prazo, ele recebe 50% do valor da notificação em créditos. Já se pagar a taxa em até oito dias, se livra da multa, mas não obtém a bonificação. ''A multa gira em torno de R$ 50'', informou Miguel, confessando que muitos ainda burlam o sistema.
Num giro rápido pelo Centro, a reportagem presenciou várias irregularidades. Pelo menos cinco motoristas estacionaram na área destinada ao parquímetro, mas não validaram o equipamento. Quando isto ocorre, os orientadores anotam a placa e o horário em que o motorista estacionou e aguardam o retorno do dono do carro. Se demorar mais de duas horas, eles repassam os dados aos agentes de trânsito.
O comerciante Adilson Rocha prefere o bottom aos antigos talões, mas acha que muitos motoristas driblam o sistema. ''Se os orientadores não ficam no pé, os motoristas não colaboram e ocupam a vaga por mais tempo do que o determinado'', disse. Para ele, falta pessoal para fiscalizar o uso do parquímetro.
Para Nerival Luiz Prestes, dono de uma papelaria que comercializa os créditos de parquímetro, com o novo sistema, diminuiu o fluxo de motoristas que usavam as vagas do Centro como estacionamento privativo. ''Mas acho que a tolerância deveria ser maior porque ninguém consegue realizar uma compra ou ir ao banco em apenas dez minutos.'' (M.G.)


