Para participar das aulas não há restrições, mas, de acordo com Cinthia Belo, é mais difícil ensinar as pedicures. ''Elas enxergam o lado estético e demoram a ver a podologia como um benefício à saúde.'' Ainda conforme a podóloga, a profissão atua, hoje, em quatro vertentes, a geriátrica, a esportiva, a ortopodologia - que trabalha os pontos de apoio com a confecção de palmilhas - e os pés diabéticos, ''carro-chefe das profissionais''.
Em Londrina, o curso existe há três anos e a primeira turma se formará em outubro próximo. Ao todo, são 1.200 horas de aula, sendo mais de 500 horas de prática. Entre as disciplinas, as alunas aprendem farmacologia, anatomia, fisiologia, patologia, dermatologia e biomecânica, que estuda os movimentos do corpo, além de conceitos de administração, legislação sanitária, primeiros socorros e segurança no trabalho.
''Elas estudam todos os ossos e músculos e podem atuar em parceria com ortopedistas e fisioterapeutas ou ter um negócio próprio'', informou Tatiana Menan, ressaltando que as três turmas atuais são formadas totalmente por mulheres.
''É uma profissão que pode desafogar postos de saúde e hospitais. O podólogo não irá medicar, mas higienizar os pés para potencializar o tratamento médico'', declarou a diretora.
Nos próximos dias 26 e 27 de agosto, Londrina sediará o I Encontro de Podologia do Norte do Paraná, que apresentará cinco palestras com profissionais de renome no País, entre podólogos, fisioterapeutas, ortopedistas e psicólogos. (M.G.)

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