Podem faltar vagas em hospitais
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sábado, 12 de fevereiro de 2011
Michelle Aligleri <br> Reportagem local 
Pelo menos 19 pessoas estão internadas em hospitais de Londrina com suspeita de dengue. Essa situação preocupa diretores de hospitais, uma vez que a Zona Leste já vive epidemia da doença. A cidade registra 275 casos da doença, sendo uma de dengue hemorrágica.
''Nós já trabalhamos no limite. Não sabemos qual vai ser a dimensão desta epidemia. Temos preocupação em relação aos casos de complicações da doença que precisarem de internações, pois certamente vai sobrecarregar os hospitais'', disse o superintendente da Santa Casa, Fahd Haddad. ''Além da dengue, temos que atender as outras patologias que não param. Hoje a Santa Casa trabalha com 90% da sua capacidade. Esta epidemia não era esperada e não temos muitos leitos na região'', acrescentou, informando que na instituição não tem nenhum paciente com a doença.
No Hospital Universitário estão os pacientes mais graves. Uma mulher de 64 anos, moradora do Jardim Marabá (Zona Leste), apresenta sintomas de dengue hemorrágica, e uma criança de quatro anos possivelmente está com dengue com complicações. Outras duas pessoas estão internadas com suspeita de dengue clássica.
Conforme a superintendente do HU, Margarida Carvalho, apesar de terem sintomas da doença, todos aguardam resultados de exames que podem confirmar o quadro. ''A senhora que está mais grave apresenta sinais clássicos de dengue hemorrágica. Além de sangramento ela tem dor, distenção abdominal e dificuldade respiratória'', relatou.
A superintendente ressaltou que as pessoas com a forma leve da doença não devem procurar os hospitais. ''Precisamos deixar as vagas para atender os pacientes com complicações, que certamente aparecerão'', afirmou. ''Certamente a dengue vai contribuir com a lotação dos hospitais.''
No Hospital da Zona Sul são sete pessoas com sintomas clássicos da doença aguardando o resultado dos exames, no Hospital da Zona Norte mais quatro pessoas estão na mesma situação e no Hospital Evangélico estão mais dois pacientes com suspeita. No Hospital Infantil, uma criança está internada com a doença e outra ainda aguarda o resultado de exames.
Cemitérios
Na tarde de ontem agentes de endemias estiveram nos cemitérios retirando vasos de flores artificiais e naturais. A proposta é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água e se transforme em criadouro do mosquito transmissor, Aedes aegypti. No Cemitério São Pedro, Área Central, foram encontrados alguns focos - em apenas um vaso havia cerca de três litros de água com muitas larvas de dengue.
Segundo a superintendente da Acesf, Luciana Viçoso, algumas pessoas não gostam de ver as flores sendo retiradas dos túmulos. ''Tem gente que ainda não compreendeu a gravidade da situação. Há muitos vasos que acumulam água em alguns casos a própria flor artificial serve de criadouro para o mosquito.'' Ela informou que os vasos móveis são virados pela equipe de endemias, mas há aqueles que são fixos. ''Estamos chamando os proprietários de jazigos para tomarem providências.''


