Poda de árvores acaba em multa
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de novembro de 1997
Lucinéia Parra 
Maringá
Marcos NegriniSecretaria de Meio Ambiente multou comerciante em R$ 1,6 mil por determinar poda drástica de árvoresO gerente do Supermercado Franzolim em Maringá, Eusébio Francischine, 32 anos, foi multado ontem em R$ 1.616,00 porque determinou a poda drástica de seis árvores da espécie sibipiruna, plantadas em torno do estabelecimento comercial. A multa foi aplicada pelo engenheiro florestal da Secretaria de Meio Ambiente, Ciro Braga Farhat. A legislação municipal prevê multas para os responsáveis por danos físicos à arborização urbana.
Francischine tem prazo de 30 dias para apresentar a defesa e recorrer da multa. Ele disse ontem que mandou podar as árvores porque elas são culpadas pelo assalto ao supermercado ocorrido há cerca de seis meses e pelo estrago do carro dele. Os assaltantes subiram pelas árvores e atingiram o telhado do escritório para levar de lá R$ 15 mil. Na semana passada, um galho da árvore ao lado do mercado caiu sobre o meu carro danificando-o bastante, justificou.
O comerciante também atribui às árvores, a culpa pelo entupimento de calhas do prédio. Tive que trocar as calhas e repor um monte de mercadorias que haviam estragado por causa da umidade. Só com isso gastei R$ 20 mil, afirma. Francischine estava inconformado com a multa e vai pedir indenização à prefeitura pelos danos causados pela arborização em seu patrimônio. Ele disse que procurou a prefeitura para pedir autorização da poda, mas não foi atendido. Fiquei igual a um bobo nos corredores da prefeitura e não fui atendido.
De acordo com Farhat, a Secretaria de Meio Ambiente não recebeu nenhum pedido de poda das árvores plantadas em torno do supermercado. Só a prefeitura pode autorizar a poda e enviar funcionários especialmente treinados para este serviço.
A multa aplicada contra o gerente do supermercado Franzolim, segundo Farhat, é referente aos danos físicos causados à arborização. A multa foi pela poda drástica e poderia ter valor maior se as árvores corressem risco de morrer, explicou.


