Poço vai abastecer Câmara de Maringá
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quarta-feira, 28 de novembro de 2001
Poço vai abastecer <br> Câmara de Maringá 
A Câmara de Maringá está abrindo um poço artesiano para evitar a falta de água durante as sessões e os eventos realizados no local. Se um projeto de lei em estudo pelos vereadores já estivesse concluído, a perfuração seria proibida. Desde o início do ano, o vereador José Maria dos Santos (PSD), ''Cabo Zé Maria'', tenta elaborar uma lei para disciplinar a abertura de poços artesianos, principalmente na área central de Maringá.
Segundo o vereador, o excesso de poços em torno do Parque do Ingá, reserva florestal localizada no centro da cidade, já comprometeu a vazão das minas de águas naturais do bosque. ''Vamos reativar o projeto porque queremos regulamentar a perfuração até para evitar excessos'', diz o vereador. Ele conta que a discussão foi adiada em razão do Fórum Ambiental realizado este ano. ''Na semana passada, o secretário de Meio Ambiente (Marino Gonçalves) pediu para que voltássemos a debater o projeto com estudiosos do setor'', lembra o vereador.
Conforme o diretor da Casa, Jaime Dallagnol, a estrutura da Câmara não pode depender apenas da Sanepar. ''Já enfrentamos situações complicadas por causa da falta de água'', lembra o diretor. Segundo ele, a Câmara possui 150 funcionários e o plenário uma capacidade para 300 pessoas. ''Em dias que reúne muita gente, é complicado não ter água nos banheiros'', completa Dallagnol.
O poço vai custar R$ 7.942,00 e terá uma vazão de 4 mil litros de água por hora. Segundo o diretor, a tendência é cortar o consumo da água da Sanepar, cuja conta varia de R$ 700 mil a R$ 1,2 mil por mês, e pagar somente uma taxa de R$ 100,00 cobrada pela estatal em razão do uso do poço.


