Pobreza é justificativa de secretário
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segunda-feira, 05 de julho de 2004
Adriana Savick<br>Reportagem Local 
O secretário de Fazenda de Londrina, Wilson Sella que durante sua gestão como presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) coordenou a criação do Shopping Popular aceita as críticas do professor de economia Miguel Arturo Oliveira mas ameniza. ''Temos que ter cautela, somos um país pobre'', afirma.
Sella coloca o problema do contrabando, origem de boa parte das mercadorias comercializadas, como um desvio do sistema econômico globalizado. ''Na medida que as indústrias locais não suprem o mercado, alguém supre. É um problema global. Mas vale lembrar que os camelôs são um segmento pequeno na economia e não chegam a inviabilizar a indústria'', argumenta.
Para ele, o modelo do camelódromo é positivo porque estimula a formalidade. ''Acho que o Camelódromo mexeu com o imaginário do camelô, muita gente se viabilizou'', diz. Sella argumenta, ainda, que os camelôs suprem uma expectativa de mercado para as parcelas mais baixas da população, tomando como exemplo os CDs. ''O custo do CD original inviabiliza o acesso da camada popular. Mas não é só isso que eles comercializam, não se pode generalizar'', diz.
O próprio secretário está assessorando os camelôs no processo de compra da sede do Shopping Popular, hoje alugada com recursos do município. ''O interessante é que o mercado está se oferecendo para eles. Já existem três propostas além do prédio em que eles ocupam'', finaliza.


