A queda de movimento em consultórios odontológicos particulares não significa que o londrinense esteja cuidando menos dos dentes. Os pacientes têm optado pelos tratamentos dentários gratuitos oferecidos pelas clínicas locais ligadas às universidades e à Associação Odontológica do Norte do Paraná. Para melhorar a saúde e o aspecto visual da boca, a população de baixa renda tem esperado meses, já que a demanda nas clínicas que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é maior que a oferta.
Na Universidade do Norte do Paraná (Unopar), a lista de espera para iniciar tratamento com colocação de prótese em 1998 já tem 300 nomes. A Unopar atende pouco mais de 400 pacientes com colocação de prótese ao ano. As próteses feitas pelos 60 alunos do terceiro ano do curso de Odontologia é totalmente gratuita, já que eles mesmos moldam e montam a dentadura. Cada um desses alunos deve apresentar, no mínimo, duas dentaduras - uma posterior e uma inferior - como estágio ao final do ano.
A Associação Odontológica também tem uma lista de espera por atendimentos que serão feitos conforme aparecerem vagas. Só em periodontia (doenças da gengiva), a especialidade mais procurada, são 180 pacientes aguardando vez. Os pacientes atendidos na Associação geralmente são encaminhados pelos Postos de Saúde. Os dentistas da Associação - todos alunos de cursos de pós-graduação - atendem em quatro especialidades: periodontia, tratamento de canal, pediatria e prótese.
A colocação de próteses, segundo o gerente administrativo Gumercindo Teixeira da Silva, é a segunda especialidade menos procurada. A menor demanda na Associação é por tratamentos pediátricos, já que a associação não oferece a ortodondia (uso de aparelhos corretivos). Cada um dos 12 alunos dos cursos de pós-graduação da Associação atende dois pacientes ao ano. A Clínica Odontológica da UEL não forneceu números.
(Edmara Michetti)

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