Com a falta de chuva, a poeira paira no ar e a sujeira invade móveis e quintais. Quem sabe muito bem disso são as donas de casa que não se cansam de passar pano em todos os cantos e ainda correr para fechar portas e janelas em qualquer rajada de vento.
''É poeira demais. Limpo o quintal e as janelas todos os dias para não sujar ainda mais dentro de casa. O pior é que a sujeira é terra vermelha que levanta da obra'', reclama Dirce Pandolfi, de 75 anos, que mora com o marido Gersino no Jardim Pacaembu (Zona Norte), próximo à construção de um shopping center.
Silvana Pereira, 28 anos, diz que a obra é uma benfeitoria, ''mas o problema é que com o tempo seco a poeira toma conta de toda a casa''. Ela conta que a crise de rinite só tem piorado e que, por isso, limpa os móveis e o quintal todos os dias. ''O pior é que acabo de limpar e em poucas horas está sujo de novo'', lamenta.
Na Zona Leste, o auxiliar administrativo Valdemar Masiero, de 64 anos, é vizinho de outro shopping center em construção. ''Tem dias que sobe uma nuvem de poeira, que é preciso fechar a casa rapidinho'', diz ele, que também providenciou um umidificador de ar para o quarto. ''O clima está muito seco e a garganta e o nariz ressecam'', justifica.
Além das obras, as ruas esburacadas, como no Conjunto Luiz de Sá (Zona Norte), também pioram o efeito da poeira. A dona de casa Romilda Machado Magalhães comenta que o movimento dos carros levanta o pó, que vai direto para os quintais. ''Precisa chover porque, além da sujeira em casa, a gente não se sente muito bem. Sinto a garganta seca'', afirma. (M.O.)

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