Mesmo com o País em alerta pela urgente necessidade de reduzir os índices de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, é comum encontrar em Londrina pontos de infestação do mosquito. Ontem à tarde, a equipe de reportagem da Folha percorreu vários locais na cidade e encontrou pneus velhos cheios de água e de larvas de mosquito (que podem ou não ser do Aedes aegypti).
Na Avenida Juscelino Kubitscheck, próximo à Avenida Santos Dumont (área central), os vizinhos de uma empresa automotiva denunciaram que o terreno ao lado está sendo utilizado como depósito de pneus velhos. No local, misturado ao mato, é possível ver centenas de pneus ao ar livre e cheios de água.
Funcionários da empresa confirmaram que os pneus são jogados por eles, mas disseram que apenas o proprietário poderia falar sobre o assunto e que apenas hoje ele seria encontrado. Segundo um dos funcionários, a cada 15 dias equipes da Fundação Nacional de Saúde (FNS) borrifam veneno no local. A Folha não conseguiu confirmar a informação.
No parque infantil do Zerão (centro), por exemplo, a Folha flagrou pneus utilizados como brinquedos para as crianças com água acumulada e larvas. Muitos pais e crianças aproveitavam o local para as brincadeiras.
Na última quarta-feira, a diretora de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Rosângela Alvanhan, disse que se os focos não fossem controlados, a cidade corria a risco de ter casos de dengue hemorrágica (tipo mais grave da doença). O índice de infestação é alto, chegando a 5,23%. Há bairros onde a presença do mosquito é de 17%. Só este ano já foram registrados em Londrina quatro casos confirmados da doença, sendo três deles importados e um autóctone (quando a pessoa é infectada na cidade).

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