Pneumonia mata duas crianças cainguangues
Pneumonia mata duas
crianças cainguangues
Célia Baroni
Uma equipe de saúde da Fundação Nacional do Índio (Funai) estará hoje na reserva indígena de Apucaraninha, em Tamarana (65 quilômetros ao sul de Londrina), para levantar a situação da saúde de mais de 300 crianças que moram no local. Na semana passada, duas crianças da reserva - Juliana Zacarias, de 11 meses, e Liliane de Oliveira, de três anos - morreram de pneumonia e a Funai quer evitar novas mortes. O administrador regional da Funai de Londrina, José Gonçalves dos Santos, informa que uma enfermeira e uma assistente social vão visitar as 200 famílias da reserva.
O objetivo, segundo Santos, é examinar as crianças para levantar possíveis casos de risco e prevenir doenças respiratórias típicas desta época do ano. O trabalho será realizado em parceria com a Prefeitura de Tamarana, que deverá continuar realizando as visitas com equipe própria na quinta-feira. Nós não temos um levantamento do número exato de crianças e queremos um quadro mais detalhado dos principais problemas que a reserva enfrenta hoje, afirma Santos.
O administrador da Funai informa que a população da reserva aumentou em mais de 20% nos últimos dois anos. Hoje há 1.014 índios caingangues no local.A migração de outras reservas para Apucaraninha merece uma atenção especial, porque exige mudanças no atendimento de saúde. Um técnico em agropecuária da Funai vai acompanhar a equipe de saúde para avaliar o sistema de produção da reserva e dar assistência profissional aos índios.
A reserva tem um posto de saúde, onde o atendimento é prestado diariamente por um técnico em enfermagem. Duas vezes por semana - quinta-feira e sábado - um médico da prefeitura presta atendimento à reserva. O Conselho Indígena está reivindicando atendimento médico pelo menos três vezes por semana. Atualmente, os casos que exigem atendimento especializado são encaminhados para o Hospital São Francisco, de Tamarana. O casos graves são transferidos para Londrina.





