O juiz da 1 Vara Criminal do Fórum de Londrina, João Luiz Cléve Machado, aceitou ontem a denúncia apresentada pelo Ministério Público e acusou formalmente quatro policiais militares de homicídio duplamente qualificado crime teria ocorrido por motivo torpe e os agressores não deram possibilidade de defesa à vitima, o carregador Jamys Smith da Silva, 20 anos. O crime aconteceu no dia 14 de maio, na Zona Leste de Londrina.
Além disso, o juiz também acatou o pedido feito pela promotora Susana Feitosa de Lacerda e determinou a imediata prisão dos policiais militares Marco Aurélio da Silva, Juliano Ferraz Dias, Sérgio Marcelo Souza Pinto e Jhanivaldo Zanin. Os dois primeiros já estão presos desde a data do crime: Silva está numa cela do 5º Batalhão da Polícia Militar e Dias está detido na sede do Corpo de Bombeiros. Os dois últimos permaneciam até ontem cumprindo expediente interno no 5º Batalhão. Os PMs podem ser condenados à penas que variam de 12 a 30 anos de prisão.
A primeira audiência dos quatro policiais militares também já foi agendada. Eles irão depor no próximo dia 6 de julho, às 15 horas, na 1 Vara Criminal.
Jamys foi espancado pelos policiais na noite do dia 14 de maio em sua residência, localizada no Jardim Santa Fé (Zona Leste). O carregador promovia uma festa, teria se recusado a baixar o volume da música como pediu a Polícia e acabou sendo agredido mortalmente. Os policiais teriam colocado o rapaz na viatura e tentado encaminhá-lo até o Pronto Atendimento Municipal (PAM) mas ele chegou morto ao pronto-socorro.
O crime provocou a saída do então comandante do 5º Batalhão da PM, tenente-coronel Manoel da Cruz Neto, que declarou à Folha que a ação dos policiais teria sido um ''acidente de trabalho''. Ele foi substituído no comando pelo major Marcos de Castro Palma.

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