PMS são acusados de matar pedreiro
DENÚNCIA
PMS são acusados de matar pedreiro
José SuassunaAparecido Silva, pai de Hélio, se disse revoltado com o crime
De Curitiba
A família do pedreiro Hélio Benedito da Silva, 32 anos, está acusando dois policiais militares de tê-lo executado na madrugada de ontem, na Vila Verde, bairro da Cidade Industrial de Curitiba. Os familiares alegam que Hélio foi morto com três tiros à queima roupa e não teve tempo para reagir. Ontem à tarde um irmão, um primo e dois amigos da vítima registraram queixa no 11º Distrito Policial acusando os PMs de agressão. Eles fizeram exame de corpo delito no Instituto Médico Legal (IML) ontem pela manhã, mas não quiseram falar com a imprensa.
O Hélio havia bebido muito com os amigos até o final de um rodeio que estava acontecendo no bairro. Depois da meia-noite ele pegou uma carona para ir embora e acabou sendo morto na esquina da própria casa, contou um primo do Hélio que pediu para não ser identificado. Segundo ele, por volta das 2h30, Elizeu Aparecido da Silva (irmão de Hélio), Edson Valmir Trindade (primo), Marcos Rubens Junqueira Peres e Marino Antunes Bandeira foram ao 11º distrito procurar informações sobre o que teria acontecido ao pedreiro.
Na delegacia, disse o primo, os quatro rapazes teriam sido algemados e agredidos pelos mesmos policiais que atiraram em Hélio. Eles voltaram na delegacia, algemaram todos e os levaram para o 13º batalhão, onde foram agredidos e ameaçados caso contassem o que tinha acontecido. O carro também foi depredado e um deles ficou com a mão quebrada, assegurou. O pai de Hélio, Aparecido Benedito da Silva, se disse revoltado com a situação.
Contradições O chefe da comunicação social da Polícia Militar, major Paulo Betes, negou a versão da família. Betes informou que os PMs soldados Ronaldo e Procópio (os nomes completos não foram divulgados) contaram em relatório que faziam patrulhamento no bairro por volta das 2 horas, quando iriam abordar um Escort de cor escura, que estava com a luzes apagadas, e um dos passageiros (Hélio) desceu do carro atirando. Segundo os PMs, eles apenas revidaram a agressão.
Os dois PMs foram afastados de suas atividades fora do quartel. Um inquérito policial militar foi instaurado para investigar a ação deles. As armas usadas no tiroteio (Hélio estaria com uma pistola Taurus 765 com registro de furto) e a viatura da PM vão ser periciadas. A PM disse não saber nada sobre a agressão às outras pessoas. (R.B.N.)





