Arquivo FolhaO pastor José Idalécio Bueno, que teria sido morto pelos PMsO vendedor e pastor licenciado José Idalécio Bueno, 36 anos, morreu numa viatura da Polícia Militar, no final da tarde do dia 9. Segundo testemunhas, ele foi espancado por seis PMs em frente ao posto da Polícia Rodoviária, na entrada de Ibiporã.
A agressão teria sido comandada pelo sargento Levi Teófilo, que começou a perseguir o carro da vítima suspeitando que ele estivesse bêbado. Teófilo estava com um veículo próprio e afirmou em depoimento que o carro de Bueno ziguezagueava na pista. Bueno voltava da sede campestre do Grêmio Recreativo e Literário Londrinense para um culto em Ibiporã. Ele estava com a mulher, Mara, e o filho, Rodrigo, 13 anos.
A pedido do sargento, Bueno parou o carro, um Opala, no posto rodoviário. Ao descer, segundo a mulher Mara, o pastor já recebeu um tapa no rosto. Testemunhas dizem que os policiais batiam por todo o corpo de Bueno, chutavam a barriga e batiam na cabeça dele com o revólver. Entre as testemunhas, três garotas que observaram a cena de longe, dizeram à imprensa na semana passada que o filho tentou intervir junto aos policiais mas acabou sendo ameaçado de morte também.
Teófilo teria chamado reforço e Bueno colocado na viatura policial. Ao chegarem na delegacia, os policiais perceberam que Bueno estava passando mal e o levaram para o hospital, mas ele já chegou sem vida. Segundo laudo do Instituto de Criminalística, o carro de Bueno estava com problemas mecânicos o que jogava o veículo para os lados.
De acordo com informações extra-oficiais do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba, foram encontrados 2,8 miligramas de álcool no sangue do pastor. Segundo o toxilogista e diretor administrativo do IML de Londrina, Ademar Consalter, a quantidade de álcool causa reações diferentes dependendo da sensibilidade orgânica e a constituição física da pessoa. O laudo oficial sobre a dosagem alcoólica e as lesões no corpo de Bueno devem ser concluídos esta semana.
Além de Téofilo, estão envolvidos os soldados Antonio Marcos Pereira, Anilton Rodrigues e João Reis e os policiais rodoviários identificados apenas como Aloísio e Tomé. Os policiais estão recolhidos no 5º Batalhão da Polícia Militar enquanto o inquérito é concluído. Segundo informações de um policial do 5º BPM, que estava em serviço ontem à tarde, estar recolhido significa que ‘‘eles podem ir para casa fazer uma troca de roupa’’, por exemplo. Depois de analisado pela Promotoria de Justiça de Ibiporã e pelo juiz criminal da cidade, o inquérito foi remetido ao delegado do 1º Distrito Policial de Londrina, Edmo Hermenegildo, nomeado especialmente para o caso.

mockup