Fábio Galão
Reportagem Local
Integrar o policial à comunidade. Esse é um dos objetivos do curso de Polícia Comunitária, que começou ontem em Londrina, na sede do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). O curso, que será ministrado até sexta-feira, está sendo feito por 66 policiais militares do interior do Estado e de Curitiba. Destes, 25 são do 5º Batalhão da PM (BPM).
  Segundo o coordenador do Setor de Planejamento e Operações do 5º BPM, capitão Altivir Cieslak, as palestras têm como objetivo preparar os policiais para a implantação efetiva da Polícia Comunitária em todo o Estado. Em Londrina, já foram realizados experimentos na área, e cinco bairros (dois na região norte), cujos nomes já foram definidos mas não divulgados, deverão receber as equipes do serviço, cada uma com uma viatura e duas motos.
  ‘‘Os policiais atuarão de forma fixa nestes bairros de forma que estabeleçam laços com as comunidades locais, interagindo com as pessoas. A partir do momento em que os moradores conhecem bem o policial, sentem confiança para ajudar a elaborar estratégias próprias de segurança’’, explicou Cieslak. ‘‘Porque a segurança não é algo que cabe apenas à polícia, mas à toda a comunidade. As várias esferas, incluindo associações de moradores, conselhos comunitários e a imprensa, podem e devem contribuir’’.
  O capitão cita que 75% das prisões por tráfico na região de Londrina são resultantes de ligações ao Disque-Denúncia, o que seria um indicativo de como o papel do morador é importante no combate ao crime. ‘‘Numa comunidade que se envolve, bem estruturada, o marginal não consegue se instalar’’, defende. O curso faz parte do estágio de treinamento do projeto, que deverá ser colocado em prática em seguida, embora datas ainda não tenham sido estabelecidas. Segundo Cieslak, o governo do Estado repassará os recursos necessários.

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