PMs lotam ginásio em Maringá
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terça-feira, 24 de outubro de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
Cerca de 2 mil policiais militares de todo o Paraná saíram sem nenhuma posição da assembléia realizada ontem em Maringá. A proposta inicial descartava qualquer movimento de paralisação, mas poderia surgir um grupo para discutir as questões salariais e de estrutura com o governo. Pela decisão da maioria, ficou aprovada a proposta de contato com a PM de outros estados, para fortalecer o movimento local. Ficou acertada ainda a realização de mais uma assembléia, em local e data a serem definidos.
O maior problema enfrentado pelos policiais, segundo o presidente da Sociedade dos Sub-Tenentes e Sargentos do Paraná, sargento Elidio Donizete Rodrigues, é a diferença salarial da categoria. Ele explica que a partir de 1989 cerca de 500 policiais ingressaram na Justiça cobrando uma reposição vertical.
Com o reajuste de parte da tropa, surgiram as diferenças. Apenas para comparar, Rodrigues cita o caso de soldados com a mesma função e uma diferença salarial de R$ 235,40. No caso de um primeiro-tenente, a diferença passa de R$ 840,00. Essa disparidade cria um clima muito ruim entre os policiais, sentencia o dirigente. Ele lembra que ainda na campanha política de 1998, existia a promessa de equiparação, o que não houve e frustrou os PMs.
Por último, o governo passou uma mensagem ao comando geral, propondo uma reposição escalonada de 12 a 16 vezes. Rodrigues reclamou que os comandantes de batalhões e destacamentos não liberaram os PMs para a assembléia. O comando também proibiu os policiais de participarem da assembléia fardados. Mesmo assim muitos que chegaram em Maringá de outras regiões estavam com a farda.
O coronel Gilberto Kummer, comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar de Maringá (BPM), disse à Folha que não poderia tirar o policiamento das ruas para a assembléia.


