A precariedade das instalações do minipresídio de Apucarana resultou, anteontem, em nova tentativa de fuga de presos. Três detentos estavam tentando perfurar a laje do prédio, utilizando um fogareiro como maçarico e uma barra de ferro pontiaguda. A fuga foi evitada por um policial militar que vigiava a cobertura do minipresído.
Além de ouvir as batidas contra o concreto, o policial notou que a água empoçada na laje estava aquecida, chegando a borbulhar. Verificando o interior de uma das celas, os policiais flagraram os presos tentando perfurar a laje. Participaram da tentativa de fuga os detentos Nelson Fonseca, 52 anos, condenado a 62 anos de prisão por roubo, estupro e formação de quadrilha; Dirceu Lourenço, 30 anos, condenado a 30 anos de prisão por roubo, estupro e formação de quadrilha; e Roberto Camargo de Almeida, 24 anos, condenado a 13 anos de prisão por roubo e estupro.
O promotor Sérgio Salomão, que avalia a possibilidade de pedir a interdição do minipresídio, já tem em mãos um laudo do Instituto de Criminalística de Londrina relatando as más condições do prédio. O prédio apresenta rachaduras nas paredes e lajes, infiltrações de água e problemas diversos nos sistemas hidráulico e elétrico. Parte da cobertura está sem telhas e, quando chove muito, a água escorre por corredores e celas.

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