Curitiba - Os dois soldados do 1º Batalhão da Polícia Militar de Ponta Grossa envolvidos na morte da jovem Rafaeli Ramos Lima, 20 anos, no último domingo, foram levados ontem ao Serviço de Assistência Social (SAS), no comando geral, em Curitiba, onde passaram por uma avaliação psicológica. O resultado deve sair nos próximos dias. Além do Inquérito Policial Militar (IPM), a Polícia Civil investiga o caso, em inquérito aberto pela delegada de Palmeira, Valéria Padovani. Segundo ela, as investigações seguem na tentativa de descobrir se houve falta de cuidado no cumprimento do dever.
''Está descartada a hipótese de homicídio doloso (com intenção de matar)'', afirmou a delegada. Ela contou que deve verificar de agora em diante se aconteceu um homicídio culposo (sem intenção de matar). Sobre o pedido de prisão dos soldados, Valéria informou que não vê necessidade de prendê-los.
A delegada informou que, na tarde de amanhã os dois soldados devem ir até Palmeira para ser interrogados. ''Vamos perguntar como foi o caso e também sobre a formação deles'', explicou a delegada. Por enquanto, os soldados estão afastados dos serviços de rua e estão lotados no setor administrativo do Batalhão em Ponta Grossa. Somente após o julgamento é que será decidido se os policiais serão expulsos ou não da corporação.
A PM não informou quando os dois soldados se formaram e quanto tempo o curso de formação, pelo qual teriam passado, durou. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do Ministério Público (MP) Estadual, que também trabalha na fiscalização do trabalho policial, acompanhará toda investigação sobre o caso.
IPM - O Inquérito Policial Militar (IPM) é iniciado pela perícia com informações a respeito do crime, como análise do carro, causa da morte e avaliação balística, que depois de finalizada é entregue ao promotor da Justiça Militar. A avaliação da Justiça Militar define se o crime foi doloso, com intenção de matar, ou culposo. No primeiro, o caso é encaminhado para a Justiça comum, se culposo, é julgado pela Justiça Militar. Além do julgamento, o histórico do policial e seus conselhos de disciplina são avaliados em nível administrativo, que decide se ele será desligado da corporação.

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