Os quatro policiais militares que estavam na perseguição a Waldemar Carvalho Pinto, de 19 anos, morto após colidir sua motoneta jog na traseira de uma viatura na PR-090, negaram responsabilidade no acidente em depoimento ontem ao delegado de Ibiporã (14 km a leste de Londrina), Antonio Zuba de Oliva. Eles afirmaram que a vítima aparentava sinais de embriaguez, de estar sob efeito de drogas no momento do acidente e que teria resistido à prisão mesmo quando não havia como escapar.
‘‘A perseguição foi feita seguindo todas as normas de treinamento, o acidente ocorreu porque a jog estava sem freios’’, disse o aspirante Alceu Abílio Costa, 26 anos, comandante da Polícia Militar em Sertanópolis. O cabo Gilmar de Castro, 34 anos, e o soldado Pablo Everson de Carvalho, 25 anos, que iniciaram a perseguição no perímetro urbano de Sertanópolis, disseram que não sabiam que a jog estava sem freios, informação confirmada à polícia pelo proprietário da motoneta, o estudante José Douglas de Oliveira, 18 anos. ‘‘O trecho do acidente era uma descida. A jog deve ter embalado e não conseguiu frear’’, disse Castro.
De acordo com o depoimento, os soldados Pedro Serapião, 46 anos, e Luciano dos Santos, 29, da PM de Ibiporã, estavam tentando conter a fuga de Waldemar com uma viatura à frente da jog. ‘‘Ele fazia gestos e gritava dizendo que não pararia. Não parecia ter controle sobre a jog’’, relatou Castro.
O policiais disseram que as duas viaturas mantiveram velocidade média de 60 quilômetros por hora nos 25 quilômetros de perseguição e que em nenhum momento ameaçaram a vítima, que estava desempregada.

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