PMs convocados
para colaborar
nas férias
Na falta de doadores voluntários, uma das saídas para os hospitais é acionar a Polícia Militar. A corporação libera o efetivo para suprir os bancos de sangue em épocas de escassez. O cadete da PM Rafael Azzolin, 21 anos, doa sangue há dois anos. ‘‘É uma maneira de ajudar os outros. Sempre tem gente necessitando’’, diz. O colega de Rafael, o também cadete Luiz Dal’Apria, 21 anos, afirma que enquanto tiver forças, será sempre doador.
‘‘Talvez um dia seja eu que precise de sangue. Vou doar para o resto da vida, enquanto tiver saúde’’, afirma o cadete. Dal’Apria resolveu ser doador porque todos os seus familiares também já passaram pela experiência. A costureira Rosimeri Aparecida da Silva, 30 anos, conheceu um banco de sangue pela primeira vez quando sua mãe precisou fazer uma cirurgia. Rosimeri penou para arregimentar 25 doadores.
A costureira relatou que as pessoas procuradas davam ‘‘desculpas’’ para não doar. ‘‘Tem uns que sempre inventam alguma coisa, que vão viajar, não têm tempo’’, lembra. A partir daí, Rosimeri achou que deveria fazer a sua parte. ‘‘Já doei sangue seis vezes. Sempre que alguém precisa e me pede, estou pronta’’, declara.

mockup