Representantes do fórum instituído em junho para negociar as reivindicações da Polícia Militar do Paraná com o governo estadual afirmaram ontem na redação da Folha que as medidas anunciadas pelo governador Jaime Lerner na sexta-feira não contemplam a principal reivindicação, a gratificação especial.
Em função disto ainda há a ameaça de paralisações e a Associação de Esposas da PM de Londrina fala em greve de fome. Segundo João Mariano Dias, tenente da reserva da PM de Londrina, na sexta-feira o governador anunciou apenas a contemplação do quinquênio – adicional por cinco anos de serviço.
‘‘O quinquênio é importante mas nós queremos o reajuste da gratificação especial que irá corrigir as distorções salariais dentro da corporação’’, afirmou a relações públicas da Associação de Esposas da PM, Maria Conceição dos Santos.
Na assembléia de 26 de setembro, de acordo com Maria Conceição, após conversa por telefone entre representantes do governo e o Chefe do Estado Maior da Polícia Militar, Sanderson Diotaleve, ficou estabelecido que em fevereiro seria feito o reajuste.
‘‘Sexta-feira o governador disse que uma comissão ainda irá estudar o assunto e que pretende fazer a reequiparação salarial entre 12 e 15 meses. Não foi isto que ficou acertado’’, afirmou.
Na terça-feira às 15 horas os policiais militares realizam assembléia em Maringá, no Ginásio Chico Neto, para decidir os rumos do movimento. Representantes da Associação das Esposas dos PMs irão para Curitiba quarta-feira para iniciar uma greve de fome, segundo Maria Conceição dos Santos.