O secretário estadual de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César, pretende utilizar policiais militares aposentados para ocupar cargos administrativos. Isso para que os PMs que ocupam atualmente essas funções sejam liberados para exercer a atividade preventiva nas ruas. Ressaltando que a legislação federal prevê essa possibilidade, o secretário diz que isso pode ser viabilizado ainda este ano.
''O efetivo (da PM) de Londrina em 2003 era maior do que é hoje e na Polícia Civil o quadro não é diferente'', conta César, que esteve ontem na cidade para uma reunião de trabalho. Segundo ele, o quadro da PC em todo o Estado é de apenas 3,7 mil policiais e é agravado com a superpopulação carcerária em unidades indevidamente custodiados pela Polícia Civil. ''Basta dizer que em Londrina os quatro distritos possuem 800 presos, o que representa duas penitenciárias'', afirma.
Além disso, o secretário afirma que aproveitará concursos ainda vigentes. ''Como a preparação de um concurso exige um tempo e ainda temos concursos que ainda são válidos, podemos contratar os excedentes que ainda não foram chamados'', informa, explicando ainda que as escolas de formação possuem um limite. ''A Escola de Polícia Civil forma cerca de 250 policiais a cada quatro meses e a a Academia de Polícia Militar forma cerca de mil policiais por ano'', conta. Ele diz que a secretaria também estuda a possibilidade de tornar legal que PMs trabalhem oficialmente em seu período de folga e serem remunerados por isso.
O secretário afirmou que pretende ampliar o quadro de delegados, atualmente são 40, pois diz que existem comarcas que possuem juízes, promotores, mas não possuem delegados. Outra medida que ele diz que ajudará será a contratação de estagiários do curso de direito, psicologia e serviço social para realizar o primeiro atendimento das vítimas que procuram as unidades policiais, distritos e delegacias de polícia.
A reunião realizada ontem em Londrina, afirma, serviu para começar a elaborar um diagnóstico para verificar as reais necessidades das polícias Militar quanto da Polícia Civil e para outras unidades importantes para a segurança pública que não estão na parte mais visível da investigação criminal como a do Institutos de criminalística, do IML e do Instituto de identificação.

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