Curitiba - Os dois policiais militares envolvidos na morte do adolescente Ânderson Froese de Oliveira, 18 anos, ocorrida no início deste mês, estão presos no Batalhão de Guarda, em Curitiba. O soldado Nilton Hasse e o cabo Afonso Odair Konkel se apresentaram quinta-feira à noite ao comando do 13º Batalhão, onde estão lotados, e foram encaminhados para a cela destinada aos militares.
Os policiais se apresentaram para não ser desertados, punição a quem fica mais de oito dias fora do quartel. O juiz da Central de Inquéritos, Marcel Wallbach Silva, decretou a prisão preventiva de Hasse e Konkel há uma semana, a pedido do delegado de Homicídios, Sebastião Ramos Santos Neto, que fazia investigação paralela ao inquérito policial militar. Agora os soldados ficam à disposição da Justiça, mas sob a tutela da Polícia Militar (PM).
O tenente Wellenton Selmer, responsável pelo inquérito militar, disse que nesta semana vai ouvir sete testemunhas civis sobre a morte de Ânderson. Ele foi morto na madrugada do dia 2, no Bairro Parolin, durante confronto com os soldados. Os policiais afirmam que Ânderson estava agindo de forma suspeita e que foi morto porque reagiu à abordagem. O pai de Ânderson, Raymundo Barreto de Oliveira, disse que o adolescente foi confundido com outros suspeitos e morto injustamente. O inquérito militar, que teve início em 5 de novembro, com prazo de 40 dias para ser finalizado.
O promotor Misael Duarte Pimenta Neto, da Auditoria Militar, acompanha a investigação como representante do Ministério Público. Segundo ele, a apuração dos fatos é de responsabilidade da PM, já que o crime ocorreu durante o serviço dos policiais.

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