PM volta a fazer guarda dos distritos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de outubro de 1997
Adriana De Cunto 
Londrina
A Polícia Militar vai voltar a fazer a guarda nos distritos policiais de Londrina a partir de hoje. A ajuda da PM à Polícia Civil é provisória e foi acertada durante reunião ontem pela manhã, no Fórum, com a participação de representantes do Ministério Público, Poder Judiciário, polícias Civil e Militar.
A reunião foi convocada pelo Ministério Público e realizada a portas fechadas. Assim, os integrantes sentiriam-se à vontade para lavar roupa suja, justificou o promotor das Garantias e Direitos Constitucionais, Paulo Tavares. Uma hora e meia depois do início, o encontro terminou com uma salva de palmas após a decisão do comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, Marino Ari Burille, de reforçar a segurança nos distritos, deslocando um PM para cada DP no período da noite e nos finais de semana.
Durante a reforma dos distritos, a PM já esteve desenvolvendo este trabalho, interrompido com a conclusão das obras, há cerca de um mês. Marino Ari Burille diz que a permanência dos soldados nos distritos é provisória e que se trata de uma parceria entre as polícias Militar e Civil. Ele lembra que não é atribuição da PM fazer a guarda externa dos distritos policiais.
O comandante do 5º BPM garante que o policiamento das ruas e bairros não será prejudicado com o acordo firmado ontem no Fórum. Segundo ele, os quatro PMs que servirão aos distritos vão ser deslocados de outras áreas da Polícia Militar - ele não especificou quais.
O delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial, Acácio Azevedo - que representou o delegado-chefe Wanderci Corral Fernandes - acredita que a presença da PM vai contribuir para evitar novas rebeliões ou fugas dos distritos - na semana passada o 4ºDP enfrentou dois inícios de rebelião.
O reforço da PM nos distritos não foi o único resultado da reunião. O promotor Paulo Tavares comemora a criação de um grupo organizado, formado pelas pessoas que participaram da reunião no Fórum, para brigar pela segurança pública da Cidade. O nosso grupo vai reforçar o movimento pedindo a aceleração da obras da Cadeia Pública, explica. Se possível vamos até Curitiba buscar soluções.
Paulo Tavares diz que o grupo tem o objetivo de se reunir pelo menos uma vez por mês. O Estado não está dando atenção devida à Londrina, reclama Tavares.
Também participaram da reunião o juiz Sérgio Alves Gomes, os promotores Carla Macarini, Cláudio Esteves, Edna da Silva, Francisco Soares Dias e Eduardo Chagas; os delegados Joaquim Antonio de Melo, do 4ºDP, Edson Casagrande, do 5º DP, Jurandir Gonçalves André, do 3º DP e José Antonio Zuba de Oliva, do 2º DP.


