PM vai reforçar o policiamento
Maurício Borges
De Apucarana
Reunidos ontem, juízes, promotores, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), membros do Conselho Comunitário de Segurança e oficiais do 10º Batalhão da Polícia Militar, discutiram e aprovaram as primeiras medidas para tentar conter a escalada da violência e criminalidade em Apucarana.
No encontro, realizado no fórum e convocado pelo juiz criminal Humberto Gonçalves Brito, ficou decidido que, a partir de hoje, a Polícia Militar irá ampliar o policiamento preventivo na área central da cidade. O comandante do 10º BPM, major José Aparecido Fardim Rubira, também assumiu o compromisso de reforçar o esquema de policiamento ostensivo, promovendo blitz em áreas como as entradas e saídas da cidade. Nestas operações, o principal objetivo será o desarmamento de populares. Rubira garantiu que, de imediato, mais 20 PMs estarão nas ruas, no horário noturo.
O crime que desencadeou a mobilização de autoridades e de setores organizados da sociedade ocorreu na segunda-feira, num assalto a uma padaria, no centro da cidade, quando uma quadrilha de motoqueiros acabou matando o estudante de direito, Anderson Gomes Ferreira, 19 anos. Na fuga os assaltantes também feriram gravemente Diego Garcia Alves, 20 anos, que permanece internado no Hospital da Providência.
Apreensivos com a sucessão de assaltos à mão armada, furtos e delitos violentos nas últimas semanas em Apucarana, representantes do judiciário, Ministério Público, Conselho de Segurança e OAB decidiram pedir até a ajuda do comando do 30º Batalhão de Infantaria Motorizada do Exército para reforçar o policiamento preventivo. Vamos discutir com o coronel Paulo Édson de Sá a possibilidade da presença de soldados nas ruas, contribuindo para inibir a ação de marginais, anunciou o juiz Humberto Gonçalves Brito.
Causou estranheza na reunião que não pode ser acompanhada pela imprensa , a ausência do delegado chefe da 17ª Subdivisão Policial, Otacílio Bovolin. Ao final, questionado sobre o fato, o juiz Humberto Gonçalves Brito declarou que a conclusão a respeito disso devera ficar a critério dos jornalistas.
Também participaram da reunião de ontem os juízes Dalmen de Pinho Tavares, Marcelo Mazzalli, José Foglia Júnior e Katsujo Nakadomari; promotores Gustavo Marcel Marinho, Sérgio Migliari Salomão e Márcia Regina Menezes da Silva; advogados Lourival Lino de Souza, Édson Carlos Pereira e Petrônio Cardoso (representantes da OAB); além do presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Armando Boscardin.
Ainda na noite de ontem, uma nova reunião, convocada pelo Conselho Comunitário de Segurança, voltaria a discutir o aumento da criminalidade em Apucarana mas com as presenças do delegado Bovolin e do comandante Rubira. Entre os casos insolúveis que o Conselho de Segurança cobra resultados da polícia está o assassinato do maitre Ilson Aparecido da Silva, morto em julho quando trabalhava no Royal Bingo, pelo representante comercial Ivan Adonizete de Oliveira, o Ivanzinho, que continua foragido. Assaltos a postos de combustíveis, casa lotérica, padarias, Unicred (financeira) e Agrícola Niagara também estão sem solução.
Familiares e amigos do estudante de direito Anderson Gomes Ferreira, morto no assalto ocorrido na Padaria Brasil, vão sair hoje em passeata de protesto contra a criminalidade e a violência. Os manifestantes vão expor cartazes e faixas, cobrando mais segurança das autoridades.





