PM vai descentralizar comandos no PR
Comando de Policiamento do Interior vai ser desmembrado
em cinco novas divisões regionais a partir de agosto
Segundo comandante
da PM, Paraná
precisaria de mais
1,9 mil policiais
Eliane Eme Sato
Marcelo AlmeidaPoder de fogoCoronel Lara: descentralização vai dar poder de decisão a cada região e garantir mais eficiência e agilidadeA Polícia Militar do Paraná passará a ter cinco novos comandos regionais possivelmente a partir de agosto, segundo afirmou ontem em Curitiba o comandante geral da PM, coronel Luiz Fernando de Lara. Hoje são dois comandos: o de Policiamento da Capital, que será mantido, e o de Policiamento do Interior, que congrega 21 batalhões e será modificado. No lugar, serão criados comandos em São José dos Pinhais, Ponta Grossa, Maringá, Londrina e Cascavel.
As mudanças fazem parte de um projeto de reforma da atual estrutura da PM, cujos dados técnicos estão sendo detalhados pela Secretaria Estadual do Planejamento, afirmou Lara. Segundo ele, a descentralização vai dar poder de decisão aos comandantes de cada região e garantir mais eficiência e agilidade nos trabalhos. ‘‘Cada comandante vai poder acompanhar de perto o que ocorre na sua região’’, disse Lara. A regionalização dos comandos é adotada em São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco.
A proposta da PM prevê ainda alterações na Companhia de Choque, que será transformada em Batalhão de Operações Especiais, cujo efetivo será maior. O novo Batalhão terá sua função ampliada e vai atuar também como reforço, principalmente em eventos, como jogos e shows, disse Lara. O Regimento de Polícia Montada será transformado em unidade especializada e para substituir sua atual função será criada o Batalhão de Área, disse o comandante geral. O município de Colombo também terá o seu Batalhão, conforme o novo projeto.
O projeto de lei vai fixar ainda como número máximo do efetivo policial no Paraná um total de 29 mil policiais, a ser completado em um prazo de cinco anos. A atual legislação prevê contratação máxima de 20 mil policiais, mas esse índice nunca chegou a ser cumprido, sendo o atual quadro da PM de 19 mil homens. Segundo Lara, seriam necessários mais 1,9 mil policiais no Estado.
A expectativa do coronel Lara é de que o projeto de lei seja aprovado pela Assembléia Legislativa até o dia 10 de agosto, data comemorativa da PM. Ele disse que descarta a possibilidade de a Assembléia rejeitar a proposta do governo de reestruturação da PM. ‘‘Já consultei todos os deputados e temos a plena convicção de que será aprovado’’, afirmou. Segundo ele, principalmente o aumento do efetivo policial é meta dos próprios deputados.

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