O 5º Batalhão de Polícia Militar de Londrina (BPM) abriu ontem procedimento administrativo para apurar uma suposta agressão de um policial a uma mulher de 47 anos, na tarde do último domingo. Além da doméstica Silvia Maria da Silva, que teria levado golpes de cacetete no rosto, braço e pernas, Gláucia Cristina da Silva, filha da vítima e grávida de cinco meses, também teria sido agredida pelo mesmo policial, durante o atendimento a uma solicitação de apoio feita pelo Siate no Conjunto Novo Amparo (Zona Norte).
O Siate foi acionado pela família de Silvia para atender a uma parada respiratória sofrida por Rafael, 12 anos, filho da doméstica, e que acabou morrendo. Segundo o sargento José Eduardo Carvalho, do Corpo de Bombeiros de Londrina, um tumulto provocado por familiares do menino obrigou o Siate a pedir apoio à PM.
''Eu estava pedindo ajuda para todo mundo e, quando a PM chegou, apelei para eles também. Só que quando puxei um dos policiais pelo braço, ele puxou o cacetete e me bateu, gritando para eu me afastar e dizendo que vagabundo tinha que morrer mesmo. Minha filha tentou fazer com que ele parasse, mas ele bateu nela também'', contou Silvia, mostrando lesões na perna, braço e olho esquerdos. Segundo ela, a filha precisou ser atendida no Hospital Zona Norte, devido à gravidade das agressões.
O PM acusado foi localizado pela reportagem. ''Fomos acionados pelo Siate para apoio ao atendimento. Quando chegamos, havia um tumulto generalizado e os moradores apedrejaram a viatura. Mas não precisamos usar a força para controlar o povo'', afirmou.
Segundo a relações públicas do batalhão, aspirante Carolina Higino da Costa, o comando da PM em Londrina deve nomear, em breve, um oficial para apurar a denúncia.

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