PM troca tiros com ladrão no Centro de Londrina
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sábado, 10 de fevereiro de 2007
Fernanda Borges<BR>Reportagem Local 
Mais uma vez os londrinenses são supreendidos com uma cena cinematográfica, como se estivessem vivendo um filme policial. Em plena luz do dia, às 13h15, populares que circulavam pelas proximidades da Biblioteca Pública de Londrina (Centro) assistiram, assustados, a perseguição de dois homens armados, um bandido e um policial. Apesar da troca de tiros, ninguém saiu ferido.
O tumulto começou quando Jean Soares de Oliveira, 20 anos, deu voz de assalto a um casal que estava dentro de um carro, estacionado na Travessa Padre Eugênio Hertes, atrás da Catedral Metropolitana de Londrina. A vítima, mulher de um taxista de Londrina, que preferiu não se identificar, disse que a bolsa tinha ''ficado presa no carro'' quando tentou entregá-la ao assaltante. ''Ele pensou que eu não ia entregar, então sacou a arma e apontou para minha cabeça'', disse a mulher, ainda muito assustada.
Ao ver o ladrão armado ameaçando a mulher, o soldado Adilson Amaral da Silva, policial militar que estava à paisana, correu atrás do assaltante, dando uma volta em torno da Catedral, até que conseguiu capturar o bandido, quase em frente à biblioteca. ''Eu tinha acabado de sair da biblioteca e estava entrando no meu carro, que estava estacionado perto do carro das vítimas. Quando vi ele correndo com a bolsa, fui atrás. Falei que era policial, mas ele disparou contra mim e continuou correndo'', contou.
Dezenas de pessoas viram a perseguição que terminou depois que o bandido disparou um segundo tiro contra o policial, que revidou com outro disparo. Chegando na Avenida Rio de Janeiro, o policial conseguiu segurá-lo até a chegada da viatura. Populares gritavam revoltados e tentavam chutar o bandido.
Silva é do 5º Batalhão da Polícia Militar e trabalha fazendo a ronda na Zona Sul da cidade. Ontem, ele estava escalado para trabalhar à noite e estava de folga no momento do crime. O taxista, marido da vítima, ficou aliviado ao ver que o bandido foi capturado. ''Se for maior de idade vai ter que ficar um bom tempo preso'', comentou.
Já na 10 Subdivisão Policial, Oliveira disse ser morador de Cornélio Procópio e que não tinha passagem pela polícia. Soldados que atenderam a ocorrência disseram que ele não portava carteira de identidade, por isso, segundo eles, nem mesmo o nome dele pode ser verdadeiro. Com ele foi apreendido um revólver calibre 38 que se encontrava com os registros raspados e carregado com três balas. Ele foi encaminhado para o 1º Distrito Policial.


