PM terá serviço de apoio psicológico
Telma Elorza
De Londrina
O 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina (BPM) deve implantar, ainda este ano, um serviço de apoio psicológico voltado aos seus profissionais. A informação foi confirmada ontem pela manhã pelo comandante do BPM, tenente-coronel Robenson Máximo Fim. De acordo com o comandante, o serviço deverá ser feito através de um convênio com a Universidade Estadual de Londrina (UEL). Só está faltando agendar uma reunião com o reitor para organizarmos tudo, afirmou.
Segundo o tenente-coronel, a decisão foi tomada depois de conversar com as psicólogas Mari Nilza de Barros, Solange Maria Beggeato Mezzaroba e Romilda Cordioli Santos, professoras do departamento de Psicologia Social e Institucional da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Elas são responsáveis pelo estudo A representação das necessidades e dificuldades na atividade policial militar: contradições e ambiguidades dentro da corporação, um trabalho de pesquisa que durou quatro anos e envolveu 180 policiais militares de todas as idades e patentes do 5ºBPM. A Folha mostrou o estudo no começo da série de reportagens sobre as condições de trabalho da PM.
Máximo Fim afirmou que o estudo, que classificou como profissional e sério, diagnosticou e identificou um problema constante e previsível que é o estresse da profissão. Porém, mais importante que entendermos isto, é necessário estabelecer alternativas do combate ao estresse, disse. Segundo ele, o convênio entre o 5ºBPM e a UEL deverá ser estabelecido nos moldes do que já existe entre o 4º BPM com a Universidade Estadual de Maringá (UEM), que vem oferecendo o serviço de atendimento psicológico aos policiais militares daquela cidade há alguns anos. Acredito que não será difícil firmar algo do gênero com a UEL porque, além de beneficiar a corporação, também será uma ótima oportunidade para a universidade a título de estágio. Em Maringá, o resultado foi ótimo, explicou.
Segundo o tenente-coronel, o serviço deverá criar mecanismos de acompanhamento psicológico e desenvolvimento de auto-estima dos profissionais, além de detectar desvios comportamentais e atividades de combate ao estresse. Os profissionais de psicologia terão toda a autonomia necessária para o desenvolvimento do projeto. Nós vamos até preparar algumas salas para que estes profissionais possam desenvolver seu trabalho, afirmou.
Em Maringá, o 4º Batalhão da PM tem há quatro anos uma parceria com a Unidade de Psicologia Aplicada (UPA) da UEM. O atendimento aos policiais militares é feito pelos formandos durante o período de estágio. No âmbito interno do batalhão, a UPA também desenvolve outros tipos de trabalhos como pesquisas de avaliação dos serviços.
Uma psicóloga da unidade coordena as atividades dos estagiários. Os policiais com problemas psicológicos, causados geralmente pelo estresse da profissão, ou com distúrbios provocados pelo alcoolismo, por exemplo, participam de sessões em grupo. (colaborou Marta Medeiros)





