A Polícia Militar (PM) está intensificando a fiscalização para combater assaltos a taxistas, tipo de ocorrência registrado três vezes nos últimos dias em Londrina. A medida foi tomada ontem a pedido do Sindicato dos Taxistas da cidade. Para o presidente da entidade, Antonio Pereira da Silva, a simples abordagem noturna dos carros deve reduzir a violência contra taxistas e passageiros.
O taxista Adelino Olímpio, 40 anos, foi assaltado por dois homens no dia 23 deste mês. Os assaltantes roubaram o carro e abandonaram Olímpio na Estrada do Pioneiro, entre o Distrito da Warta e Bela Vista do Paraíso (40 km a norte de Londrina). Para ele, a medida da PM é insuficiente. ''Pode até melhorar, mas não vai resolver o problema da segurança dos taxistas'', avaliou.
As outras vítimas foram José de Oliveira, 59, baleado nas costas após reagir a assalto no Conjunto Alexandre Urbanas (Zona Leste) no dia 28, e José Ferreira da Silva, 55, que teve a carteira levada por assaltantes no Jardim Coliseu (Zona Norte), no dia 23.
''Não é preciso aumentar o efetivo para realizar este tipo de trabalho. Com os policiais que estão aí, é possível evitar os assaltos'', avaliou Silva. Ele cita como exemplo o trabalho desenvolvido pela polícia após a aprovação do Estatuto do Desarmamento. ''As abordagens para desarmar os passageiros deram resultado'', completou.
O comandante do 5º Batalhão da PM em Londrina, tenente-coronel Manoel da Cruz Neto, disse que as ''abordagens são educadas''. O intuito é zelar pela segurança de passageiros e também do motorista.''
Ele destacou também a importância da colaboração dos próprios profissionais. ''É importante que os próprios taxistas dêem ciência aos seus colegas sobre o paradeiro nas corridas'', declarou. Outra orientação do comando da PM é para os taxistas procurarem postos ou viaturas policiais em casos de passageiros suspeitos.
O presidente do sindicato disse também que a fiscalização beneficia ''não somente os taxistas mas a cidade em geral.'' ''Se o passageiro for abordado pela polícia, um assalto a uma loja, por exemplo, pode ser evitado, já que o taxista não tem como saber se está carregando alguém armado.''
Londrina tem hoje 340 taxistas cadastrados pelo sindicato. Todos terão de fazer uma carteirinha de identificação fornecida pela entidade. O documento vai facilitar a fiscalização.

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