Segundo dados da Polícia Militar (PM) de Arapongas, somente no mês de maio houve 23 assaltos a estabelecimentos comerciais. Desde o início do ano, foram registrados 201 roubos a comércios e pessoas, contra 242 ocorrências em 2010.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Arapongas (Acia), Geyson Cortez, afirma que deveria haver mais rondas policiais. ''Nos reunimos recentemente com membros do Conselho de Segurança para cobrar mais segurança. Deveria haver mais rondas policiais, mas infelizmente temos um problema de efetivo cada vez menor'', queixou-se o presidente da entidade que representa 630 estabelecimentos no município.
O comandante da 7 Companhia Independente da PM de Arapongas, major José Luiz de Oliveira, confirmou a defasagem de efetivo, mas argumenta que houve um aumento das rondas. ''Temos uma grande defasagem de policiais. Entretanto, no mês passado tivemos a inclusão de oito soldados. Também aumentamos a equipe da Rotam Motos, passando de duas motocicletas para seis operadas pela PM e outras seis usadas pela Guarda Municipal.''
Major Oliveira revelou ainda que está prevista a vinda de mais soldados ainda este ano e ressaltou que houve uma estruturação do serviço de inteligência e do Canil da PM. ''Essas ações têm dado bons resultados. Uma prova disso é que registramos uma redução no número de assaltos no mês de maio deste ano em relação ao mesmo período de 2010, de 33 para 23 ocorrências. Devemos isso ao trabalho integrado que realizamos em conjunto com a polícia civil e com a Guarda Municipal'', enfatizou.
A atuação da Guarda Municipal também é reconhecida pelo presidente da Acia. ''Parte da carência de soldados que a cidade enfrenta é suprida pelos guardas municipais.'' Implantada há três anos, a GM conta com 55 integrantes. ''Realizamos a ronda motorizada em parceria com a PM. A guarda trabalha fardada e acaba inibindo a prática de crimes no locais onde atua'', destaca o secretário de Segurança Pública, major Edwayne Arduim.
De acordo com ele, os guardas que atuamente trabalham apenas com armas de choque devem passar a atuar com armas de fogo. ''Estamos cuidando da parte burocrática para que, nos próximos meses, eles recebam treinamento'', informou. (Marcos Roman/Reportagem Local)

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