PM reforça segurança em bancos por causa de greve de vigilantes
Vigilantes patrimoniais e bancários de todo o Estado entraram em greve ontem por tempo indeterminado. No Centro de Curitiba, algumas agências bancárias funcionaram ontem sem a presença de seguranças. O comandante do Policiamento da Capital, coronel Justino Sampaio, disse que a PM reforçou o contingente nas proximidades das agências bancárias para evitar a ação de assaltantes.
O sindicato fez piquetes nas agências tentando convencer a categoria a aderir ao movimento. Com a paralisação, eles reivindicam reajuste salarial, que não foi concedido após da data-base da categoria em 1º de fevereiro.
Segundo o presidente da Federação dos Sindicatos dos Vigilantes do Paraná, João Soares, existem cerca de 16 mil profissionais no Paraná, 4 mil destes em Curitiba. A estimativa do sindicalista é de que 45% destes trabalhadores aderiram ao movimento na capital do Estado. O comando de greve contabiliza ainda a adesão de 45% dos trabalhadores em Cascavel e Foz do Iguaçu, 20% em Pato Branco, Umuarama e Ponta Grossa e Londrina, e 15% na região de Maringá. Hoje devemos entrar com dissídio coletivo contra o sindicato patronal para que os juízes do Tribunal Regional do Trabalho julguem se nossa proposta é justa, disse. O presidente do Sindicato das Empresas de Segurança do Estado do Paraná, Jefferson Simões, diz que a adesão ao movimento de greve na capital está entre 5% e 6% e não chegou ao interior.
Os profissionais que trabalham na vigilância de transporte de valores - dentro de carros blindados - conseguiram na semana passada acordo que garantiu reajuste salarial pelo INPC - estimada entre 3% a 3,5% - e reajuste de 33% do vale refeição, que passou de R$ 4,50 para R$ 6.
O presidente do sindicato dos trabalhadores defende reposição das perdas salariais pelo mesmo índice dos transportadores de valores, reajuste de R$ 3,50 para R$ 4,50 no vale refeição e melhores condições de trabalho. Já o presidente do sindicato patronal, Jefferson Simões, defende que vigilantes e transportadores de valores são funções diferenciadas que têm. No transporte de valores os salários representam 20% do custo do serviço, na vigilância patrimonial este índice fica em 80%.
Não é o momento para realizar reajustes. Estamos tentando não repassar aumentos aos aos clientes, até porque estes aumentos podem causar demissões. Segundo Simões, todos os clientes estão buscando reduzir custos, principalmente o governo federal, que responde por 60% dos contratos do setor. O dirigente lembrou que os vigilantes paranaenses têm o segundo maior piso salarial do país, fixado em R$ 473,00.Mauro FrassonVigilantes fizeram piquete em frente ao Banco Central e outras agênciasGuilherme Vieira





