PM reforça número de policiais para o litoral
O efetivo da Polícia Militar que está trabalhando desde hoje na Operação Verão 98/99, nos 75 quilômetros do litoral paranaense e nas praias artificiais do Lago de Itaipu na Costa-Oeste do Estado, foi ampliado em 11% em relação ao ano passado, crescendo de 1.770 para 1.997 homens, equipados com 325 viaturas. Para o comandante geral da corporação, Luiz Fernando de Lara, este crescimento se justifica pela expectativa de aumento de pessoas no litoral, que este ano deve chegar a 600 mil. Isso deve superar o do ano passado em 33,33%, que foi de 450 mil.
Segundo a PM, o número de turistas presentes no litoral durante o verão deve ampliar em 600% a população da região, estimada em 100 mil pessoas. Além da utilização de bicicletas, motocicletas e barcos no policiamento, a PM apresentou algumas novidades, como os comandos itinerantes - sub-comandos móveis instalados em micro-ônibus.
Pela primeira vez a PM vai utilizar um efetivo fixo de 10 policiais femininas, que vão trabalhar na identificação de crianças com pulseiras, para evitar que elas se percam na areia. Com a adoção de pulseiras no ano passado, nenhuma criança se perdeu dos pais no litoral. E antes tínhamos uma média de 10 a 15 ocorrências por final de semana, disse Lara. A expectativa do comandante é que 100 mil crianças sejam identificadas durante o verão, número superior às 60 mil do ano passado.
A PM também trabalha com a possibilidade de queda no número de óbitos por afogamento, em razão da utilização de torres de observação nas praias mais frequentadas pelos banhistas. Depois do início do uso deste equipamento no ano passado, os afogamentos com morte caíram de 32 em 1996 para 20 em 1997.
Outro expediente que vai continuar acontecendo em razão do sucesso alcançado é a presença dos cartórios da PM no litoral. Agindo em conjunto com os Juizados Especiais, conseguimos resolver 100% dos ilícitos penais até o fim da Operação Verão, disse.
Segundo o comandante, com este instrumento conseguiu se restabelecer a credibilidade na Justiça e na polícia, uma vez que todas as pessoas indiciadas nas praias resolveram seus problemas no local com penas pecuniárias ou serviços à comunidade. (G.V.)





