A Polícia Militar (PM) de Londrina prendeu ontem cinco pessoas suspeitas de assalto e receptação de objetos roubados. Junto com o grupo, foram encontrados cerca de R$ 10 mil em jóias e três revólveres calibre 38.
Depois de receberem informação sobre o suposto paradeiro dos suspeitos, soldados da PM seguiram até duas residências no Jardim União da Vitória (zona sul). Por volta das 8 horas, foram presos os irmãos Roberto Pereira Fernandes, 28 anos, e Paulo Pereira Fernandes, o ''Jeguinho'', 18 anos. Além de armas, munição e parte do material roubado, a PM encontrou uma foto em que ''Jeguinho'' empunhava uma arma.
O restante foi encontrado na casa do comerciante Renato da Silveira, 30, e Célia Rodrigues de Oliveira, 21. Entre o material apreendido estavam dez correntes, dois relógios, anéis e pulseiras de ouro, além de um fax, uma balança eletrônica, máquinas fotográficas e dinheiro. Também foram apreendidos cerca de 40 pacotes de cigarros e duas armas de brinquedo.
O menor D.F.S., 17, também foi detido. ''Os irmãos foram autuados como os autores do assalto, enquanto Renato e Célia devem responder por receptação. Resta saber se o menor está ou não envolvido no caso'', disse o tenente César Kister, enquanto encaminhava todos para o 4º Distrito Policial.
O material foi roubado na noite do último sábado, no Jardim Cristal (também zona sul). Segundo Sebastiana Soares de Oliveira, 51, uma quadrilha invadiu a residência e prendeu ela e o marido no quarto enquanto os objetos eram roubados. ''Eles amarraram a gente e reviraram tudo. Colocaram TV, som e até a carne do freezer no nosso carro. Como a polícia chegou antes deles saírem, os homens fugiram carregando as jóias no bolso'', explicou Sebastiana.
Segundo informações da polícia, ''Jeguinho'' passou diversas vezes pelo Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi), inclusive por suspeita de homicídio. Já Silveira negou que estivesse receptando objetos roubados e disse à polícia que os irmãos Fernandes teriam levado as jóias para que ele apenas verificasse se eram verdadeiras. O fax, a balança e os cigarros, segundo o advogado, seriam do supermercado do comerciante.
De acordo com Sebastiana, não foram localizados outros dois relógios avaliados em mais de R$ 2 mil. Ela também lamentou o aumento da violência na cidade. ''A coisa tá feia em nosso bairro. Há algumas semanas, um vizinho nosso também foi roubado da mesma maneira e não quis registrar queixa. Todo mundo está assustado lá'', comentou.

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