Cerca de 4.500 frascos de analgésicos e vitaminas com validade vencida entre os anos de 1990 e 96 foram abandonados no bairro Uberaba, em Curitiba. Os medicamentos estavam em 13 caixas que foram atiradas num local deserto da rua Ivo Ferro. Policiais militares do Regimento de Cavalaria encontraram o material por volta das 8h10 de ontem, quando realizavam uma patrulha de rotina no bairro. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente deve providenciar a incineração dos medicamentos.
A Vigilância Sanitária não encontrou o registro das duas distribuidoras que tinham os nomes gravados nas embalagens dos medicamentos. Os fiscais vão solicitar a ajuda da Vigilância Sanitária de São José dos Pinhais, onde estaria localizada a Adresse Distribuidora. A VS de São Paulo também será acionada a participar das investigações. Na capital paulista, ficaria a sede da Abrimoto Importadora, cujo nome também aparece nas caixas. A finalidade dos sanitaristas de Curitiba é saber como os medicamentos foram parar na beira de uma rua de Curitiba.
O telefone gravado nas etiquetas da distribuidora Adresse está há três semanas numa residência. O nome da Adresse também não consta do cadastro telefônico da Telepar. As embalagens dos medicamentos informavam que os remédios haviam sido produzidos por dois laboratórios norte-americanos: Rexall e Sundown.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Paraná (Sindifarma), David Guntowski, acredita na hipótese de que o proprietário do carregamento pode ter ‘‘ficado com medo’’ diante do cerco promovido contra quem não está respeitando as normas de segurança. ‘‘Felizmente os casos nas farmácias são raríssimos’’, disse. Sobre a máfia dos medicamentos falsos que age em todo o País, Guntowski disse que o setor ‘‘não tinha a menor idéia que a proporção de remédios falsificados era tão grande’’. ‘‘Estamos assistindo a tudo isso atônitos, sem saber o que fazer’’, assinalou.Marcelo Almeida‘‘Medo do cerco’’Medicamentos estavam em 13 caixas no bairro Uberaba: analgésicos e vitaminas com prazos vencidosDimitri do Valle

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