O sistema de câmeras de vídeo e monitoramento eletrônico instalado na Rua XV de Novembro, numa extensão de mil metros entre a Praça Santos Andrade e Praça Osório, centro de Curitiba, começa a funcionar efetivamente a partir da semana que vem. Ontem e hoje, 15 policiais militares estão fazendo o curso final de treinamento e monitoramento das imagens que são acompanhadas numa central montada na Praça Osório. Os equipamentos que serão usados pelos militares são seis monitores de 17 e um de 33 polegadas, um microcomputador e um aparelho de captação de imagens com recursos disponíveis nas câmeras como movimentos giratórios de 360 graus na horizontal e 180 graus na vertical e zoom para aproximação dos objetos filmados. ‘‘São equipamentos de boa precisão e que nos ajudarão a combater a criminalidade na Rua XV’’, afirmou o tenente Werenilson Carlos Jorge, coordenador da Central de Monitoramento.
As câmeras já vinham funcionando em fase experimental desde o dia 25 de outubro. De lá para cá foram registradas 11 ocorrências, principalmente durante a madrugada. Os principais casos envolveram furtos, consumo e tráfico de drogas. ‘‘Antes nós só tínhamos conhecimento de algo quando éramos procurados. Agora vemos a ocorrência e acionamos imediatamente o Copom (Comando de Policiamento Operacional Militar)’’, declarou ele. A XV terá o acompanhamento diário de cinco equipes de policiais, em três turnos. Inicialmente, o contato é feito via telefone, mas futuramente os militares de plantão contarão com uma frequência privada, para facilitar o contato via rádio.
Apesar de serem 14 câmeras em toda a extensão da XV, a cobertura atinge uma área de 18 mil metros quadrados pegando algumas ruas laterais como a Monsenhor Celso, Barão do Rio Branco, Marechal Floriano, Ébano Pereira e João Negrão. No futuro, a intenção é cobrir outras áreas como as praças Santos Andrade, Tiradentes e Rui Barbosa. ‘‘Ainda é um projeto de longo prazo, mas que poderá ser viabilizado com a ajuda na iniciativa privada’’, declarou João Govoni, coordenador da Rede Integrada de Segurança do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC). O projeto de segurança da XV custou R$ 400 mil.

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