PM quer volta de assistência médica
Lucinéia Parra
De Maringá
O diretor jurídico da ParanaPrevidência, Mauro Ribeiro Borges, não deu qualquer esperança aos policiais militares do 4º Batalhão de Maringá de que o sistema de atendimento médico e hospitalar seja restabelecido para a categoria a curto ou médio prazo. Os policiais estão sem atendimento médico e hospitalar desde junho deste ano, quando o governo extinguiu o Instituto de Previdência do Estado (IPE).
De acordo com Borges, a volta do atendimento está sob júdice, já que muitos sindicatos de servidores entraram na Justiça questionando a cobrança de 2% para o novo sistema de saúde. O ParanáPrevidência não pode assumir o encargo da assistência médica hospitalar sem a contrapartida dos servidores. Nenhum estado pode arcar com este ônus, porque senão ele quebra, explicou. O ParanáPrevidência foi criado pelo governo do Estado para substituir o IPE.
Borges admitiu que o novo sistema previdenciário do Estado o ParanáPrevidência está descapitalizado e depende da antecipação dos royalties da Hidrelétrica de Itaipu para manter os compromissos. A antecipação dos royalties está sendo pleiteada pelo governo do Estado ao governo federal e pode ser repassada com a reedição de uma medida provisória. Durante a palestra, Borges respondeu algumas questões dos policiais, mas o discurso se manteve. Ele insistiu na tese de que o Estado não tem recursos para manter o atendimento médico hospitalar.
Alegando ter um compromisso ainda ontem em Curitiba, Borges só pôde permanecer no encontro com os policiais por uma hora e meia, na parte da manhã. Na platéia formada por aproximadamente 200 policiais a insatisfação era evidente. Entre uma explicação e outra de Borges, muitos criticavam em voz baixa o novo sistema previdenciário e o corte do atendimento médico hospitalar.
No final da palestra, a ex-chefe do extinto IPE de Maringá, Miriam Antunes, explicou que o atendimento médico hospitalar dos policiais do 4º Batalhão está sendo mantido pelo Hospital Metropolitano de Sarandi (7 quilômetros a noroeste de Maringá). Segundo ela, o hospital tem um convênio com o 4º BPM. Ela também garantiu que o governo vai ressarcir os policiais que necessitarem de atendimento médico hospitalar em casos de emergência. Até junho deste ano, os policiais dispunham do atendimento de cinco hospitais e seis laboratórios que eram mantidos pelo extinto IPE.





