PM quer prevenção contra Dia do Pula-Catraca
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sexta-feira, 20 de junho de 2003
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
O comando do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) deve enviar nos próximos dias documentos à Polícia Civil para pedir prevenção contra protestos de estudantes insatisfeitos com o aumento da tarifa do ônibus, que no dia 1º de junho pulou de R$ 1,35 para R$ 1,60. A providência é resultante do anúncio do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) de que os universitários promoveriam no dia 1º de julho o Dia Municipal do Pula-Catraca.
No início desta semana, o 5º BPM já havia enviado um ofício ao Ministério Público (MP) com pedido semelhante. Este documento foi apresentado antes da criação do Dia do Pula-Catraca. Um dos lemas deste movimento, desde o começo, foi o pula catraca. Por isso, estávamos atentos a estas situações, que são ilegais. Andar de ônibus pulando a catraca é como não pagar a conta num restaurante, apontou o capitão Sérgio Dalbem.
Ele alegou que a PM não pode fazer nada por antecipação. Este ato (de pular catraca) é uma incitação. É preciso prevenir, disse Dalbem. Segundo o capitão, o MP prometeu se manter atento, e poderia entrar com medidas judiciais para punir os responsáveis pelo protesto. A Polícia Civil, segundo o 5º BPM, poderia investigar o assunto.
O setor de relações públicas do Batalhão informou que no dia da manifestação serão tomadas medidas específicas, como o policiamento em ônibus e nos terminais. Outras ações serão determinadas apenas no momento. O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Jurandir Gonçalves André, afirmou que a tarefa de prevenção cabe à PM. A Polícia Civil apenas apura os crimes, argumentou.
As empresas Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) e Francovig informaram, por meio de suas assessorias, que no Dia do Pula-Catraca apenas seguirão orientações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). O estudante Rafael Morais Português, um dos coordenadores do DCE, disse ontem que acredita que nem as empresas nem o poder público aceitarão de bom grado a manifestação.
Mas nossa mobilização nesse dia não dirá respeito apenas ao ato de pular a catraca. Vamos incentivar as pessoas a pegar caronas, a encontrar outras formas de locomoção, a boicotar o transporte coletivo de alguma forma, explicou. Já Wilson Sella, presidente da CMTU, afirmou que soube do Dia do Pula-Catraca apenas pela imprensa e que não se posicionaria sobre o assunto por enqüanto.
Numa reunião entre representantes da Companhia e dos universitários, na quarta-feira, a CMTU propôs a criação de um comitê para discutir o valor da tarifa. Estou apenas aguardando uma pauta deles (estudantes), para que eu saiba o que eles pensam e o que querem. O comitê deve ser criado na semana que vem, disse Sella. Segundo Português, a diretoria do DCE está discutindo internamente o assunto. Não deixaram bem claro para nós para que serviria esse comitê, afirmou o coordenador.


