O soldado da Polícia Militar Osvaldo de Castilho Lima, 51 anos, foi condenado anteontem à noite a 22 anos e 11 meses de prisão pela morte de três pessoas em maio de 1992. O julgamento aconteceu em Campo Mourão e durou nove horas. O crime foi praticado em Goioerê. Lima matou a tiros a ex-mulher dele, Elza Fagundes Lima; o namorado dela, Sebastião Ferri, 37 anos; e o pai de Sebastião, Mário Ferri, 62. Apesar da condenação, Castilho não foi preso. A juíza Mylene Rey de Assis Fogagnoli, que presidiu o júri, permitiu que ele aguarde recurso em liberdade. O advogado de defesa do PM, Francisco Irineu Brzezinski, anunciou que vai pedir um novo julgamento. ‘‘Protestei por um novo júri considerando a somatória das penas’’, explicou. O advogado defendeu a tese de que as mortes foram praticadas sob forte emoção e em defesa própria e da honra. A juíza condenou Castilho a 7 anos e 11 meses de prisão pela morte de Elza e a 7 anos e 6 meses de prisão para cada um dos dois outros homicídios. No depoimento feito durante o julgamento, o soldado disse que ainda estava casado com Elza quando ocorreram os assassinados. Ele também afirmou que foi atacado primeiro por Mário e Sebastião Ferri. O julgamento de Castilho deveria ter ocorrido em Goioerê em 1999, mas os jurados alegaram falta de segurança e o processo acabou enviado a Campo Mourão. Nenhum parente dele ou das vítimas participou do júri. O soldado se aposentou no início do ano.

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