PM preso por tráfico é transferido para Curitiba
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sexta-feira, 07 de maio de 2004
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
O policial militar Davi Antônio dos Santos foi transferido ontem pela manhã da Casa de Cutódia de Londrina (CCL) para o Centro de Observação Criminológica e Triagem do Departamento Penitenciário do Estado, em Curitiba. Ele foi preso pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC) no final da tarde de quarta-feira, sob suspeita de tráfico de drogas e porte ilegal de arma.
De acordo com o diretor da CCL, major Édison Marcos Tomaz, ele entrou na unidade na tarde de quinta-feira, vindo do 15º Batalhão da Polícia Militar de Rolândia, o qual não teria condições de mantê-lo sob custódia em uma cela especial. Tomaz afirmou que aceitou receber Davi emergencialmente. O diretor apontou que agilizou a transferência do PM para Curitiba para garantir a segurança dele e no presídio, já que os demais internos poderiam se revoltar contra a presença do policial. Na capital do Estado, ele ficará preso numa unidade específica para abrigar policiais.
Davi trabalhou até 26 de abril em Apucarana e pediu transferência para Rolândia, onde não chegou a se apresentar. Ele apresentou um atestado médico e estava afastado de suas funções por 30 dias. Na tarde da última quarta-feira, ele foi preso em uma casa da Zona Oeste de Londrina, com 240 gramas de cocaína e um revólver calibre 38 que não estava registrado em seu nome. Para seu advogado, Geovaney Leal Bandeira, ele garantiu que é inocente. Ontem, sua esposa declarou em um programa de televisão que o flagrante teria sido armado porque seu marido ''sabia de muita coisa''. A reportagem tentou localizá-la mas não conseguiu.
O coordenador da Polícia Militar na PIC, capitão Júlio Richter Neto, reafirmou que Davi estava sendo investigado há alguns dias e que sua participação ''ficou efetivamente comprovada''. Ele disse que, no depoimento tomado na PIC, o policial permaneceu em silêncio e afirmou que só se pronunciaria em juízo. Richter Neto disse que vai requisitar a fita com a entrevista da esposa para avaliar que medidas poderiam ser tomadas. Sobre a transferência do policial, o capitão comentou que foi importante para garantir a segurança do preso, ''mas deve causar transtornos ao inquérito''. Ele afirmou que as investigações sobre o caso continuam e, portanto, não poderia revelar detalhes.
A Folha tentou levantar o histórico dos 13 anos de Davi na Polícia Militar, mas o 10º Batalhão da PM, em Apucarana, informou que a documentação teria sido remetida para Rolândia, O subcomandante do 15º BPM, major Dorival Mortean, apontou que ainda não havia recebido a pasta com as informações.


