PM preparou plano para desocupar áreas invadidas
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segunda-feira, 22 de outubro de 2001
Érika Pelegrino<br> De Londrina 
A desocupação das três áreas ocupadas este ano por mais de 300 famílias está dependendo de decisão da Secretaria Estadual de Segurança Pública. De posse de mandados judiciais para expulsar a população de seus barracos nas áreas ocupadas, o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina, coronel Rubens Guimarães, fez um levantamento de situação e encaminhou ao Comando de Policiamento do Interior (CPI), em Curitiba.
Segundo o comandante do CPI, coronel Justino Sampaio, o plano de desocupação enviado por Londrina já está na Secretaria Estadual de Segurança Pública. O estudo de situação, de acordo com os comandantes, leva em consideração os custos da operação, a quantidade de policiais que será necessária e as implicações sociais.
As áreas em questão são o terreno ao lado do Jardim Marieta; da área ao lado do assentamento São Jorge (ambos na zona norte) e do terreno da loteadora Tupy (zona sul). No caso da área próxima ao Jardim Marieta, o processo deverá ser julgado em duas semanas pelo Tribunal de Alçada, em Curitiba.
Segundo o presidente da Federação das Associações de Assentamentos e Sem-teto, José Ricardo da Silva, as famílias não têm para onde ir. ''Por enquanto, a prefeitura apresentou proposta de transferência apenas para terrenos no João Turquino e no Maracanã'', afirma. ''Mas as pessoas não querem se mudar para o outro lado cidade, distante da comunidade em que vivem.''
Silva afirma que as famílias que têm renda nestas ocupações vivem com salário mínimo, proveniente de trabalhos como catadores de papel ou ''bicos''. A Folha tentou falar, à tarde, com o secretário de Segurança Pública, José Tavares, mas ele não foi localizado.


