PM prende falsificadores de carimbos
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quinta-feira, 22 de maio de 1997
Lúcio Horta 
Milton DóriaSem resistênciaLuiz Carlos de Miranda Costa ontem no Batalhão: encomenda a uma papelaria e prisão em flagrante Uma dupla de fraudadores de carimbos foi presa ontem à tarde, em flagrante, por equipe do Serviço Reservado - P2 - da Polícia Militar de Londrina. Wilma Leni Seehagem, 39 anos, e Luiz Carlos de Miranda Costa, 32, encomendaram na quarta-feira, na papelaria Atlanta (área central), dois carimbos com inscrição do Cartório de Registros de Títulos e Documentos - 1º Ofício. A dona da papelaria desconfiou do pedido e entrou em contato Ana Maria Losi, escrevente substituta do cartório.
Ana Maria Losi confirmou que não havia feito o pedido, não conhecia a dupla e comunicou a fraude à Polícia Militar. Foi armado o flagrante: quando Wilma e Luiz Carlos de Miranda chegaram para retirar os carimbos, por volta das 14h30 de ontem, foram autuados em flagrante pelos policiais.
Segundo o tenente Paulo Siloto, não houve resistência na hora da prisão e os dois foram levados imediatamente ao 5º Batalhão da Polícia Militar. De lá, a dupla foi encaminhada à 10ª Subdivisão da Polícia Civil para que fosse instaurado o inquérito policial. O delegado Algacir Antônio Ramos, do setor operacional da 10º SDP, ficou responsável pelas investigações.
Wilma Seehagem e Luiz Carlos Miranda não quiseram contar para a imprensa qual seria a finalidade dos carimbos e nem se essa era a primeira vez que faziam esse tipo de fraude. Muito nervosa, Seehagem preferiu esconder o rosto e disse que só responderia alguma coisa na presença do advogado.
Curiosamente, ela trabalha em um escritório de contabilidade, na rua Minas Gerais (área central), e é tesoureira da Igreja Evangélica Sagradas Missões de Londrina, que funciona na Vila Casoni (zona leste). Luiz Carlos comentou apenas que não tem profissão definida, está desempregado e vive de pequenos bicos.
Segunda Ana Maria Losi, dona do cartório que seria fraudado, os carimbos poderiam ser utilizados para tentar regularizar documentos antigos e sem registros, como por exemplo contrato social, livro-caixa ou livro-diária. Esse tipo de fraude, ela acredita, é pouco comum apesar da facilidade em se fazer um carimbo de qualquer natureza na Cidade. Desde 1970, quando abrimos o cartório, essa foi a primeira vez que isso aconteceu. Tomara que seja a última.


